domingo, maio 19, 2024
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Alunos especiais nos Jogos Escolares

A inclusão fez a diferença entre os estudantes da Escola Dr. Renato Maia, e em meio aos times, 11 crianças especiais participaram dos jogos no Ginásio de Esportes Getúlio Martins

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» Gabriel (segundo esquerda), que é autista, atuou em quadra no futsal, junto com os outros colegas da escola
» Treinado pela professora Cláudia, Davi, que é autista (segundo direita), jogou handebol

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Renato Maia consagrou-se como a maior vencedora dos Jogos Escolares de Nova Venécia – Mirim 2019, somando cinco títulos de campeã. O fato pode ter sido corriqueiro, caso não tivesse tido a participação de 11 crianças com necessidades especiais, todas da unidade.

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Os estudantes especiais da Renato Maia atuaram nos jogos, graças ao Projeto Eu Posso do Meu Jeito, idealizado pela professora de educação física, Cláudia Antunes da Silva. Em meio aos outros alunos, a professora intercalou nos times, as crianças especiais da escola. “Realizo esse projeto desde o ano passado, e decidi apostar na inovação. Ao invés de fazer jogos destinados somente aos alunos especiais, como fiz no ano passado, eu mudei de ideia, e os inclui no meio de todos, foi muita alegria”, diz Cláudia.

A Maria Eduarda Martins e Lima, 10 anos, que é autista e estudante do 4° ano entrou em quadra para jogar handebol. A professora Josiane da Silva Martins, que é mãe da menina, conta que quando chegou em casa, estava a Duda, como é mais conhecida, e o pai, radiantes de felicidade. “Ela não tinha noção do que era, pois nunca tinha participado desses jogos, meu marido e ela estavam muito felizes. Não pude ir, mas a cada vídeo que eu assistia dela, eu chorava de emoção, foi inédito a Duda jogando com todos os alunos. Eu não acreditei que ela entraria no ginásio, porque o barulho incomoda muito. A Duda me surpreendeu e mais uma vez, ensinou que com amor e dedicação, tudo é possível”, diz Josiane.

» Davi e Duda jogaram handebol, com apoio e incentivo da professora Cláudia Antunes da Silva

O Gabriel Marcarini Celia Barcelos, oito anos, autista e estudante do 2° ano, entrou em campo para atuar no futsal, é o que narra a mãe do menino, a auxiliar de escritório, Juliana Marcarini Celia Barcelos. “Foi uma sensação incrível e indescritível ver toda turminha, a professora Claudinha com seus alunos, o amor e o acolhimento. Independente se estavam ganhando ou não, todos participaram. Quando o Gabriel entrou em quadra, ele pulava e olhava para mim, para meu esposo, meu irmão e minha mãe, fazendo sinal de joia. Ele chutava para escanteio, as crianças falavam: Gabriel bate escanteio. O olhar dele era de ver a família na torcida, ficou todo orgulhoso”, conta.

Entre os participantes, todos os alunos do 2º ao 4° ano jogaram em meio às crianças com Autismo, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Global do Desenvolvimento e Transtorno das Emoções, nas modalidades handebol e futsal. “Minha intenção foi mobilizar a comunidade escolar e a população, de que essas crianças podem e devem executar as tarefas como qualquer outro estudante. Sabemos que cada um deles tem suas limitações, mas quem não tem? O importante é inseri-los no convívio social. Fomos para os jogos para participar, e trouxemos mais que a participação, os títulos. É prova de que cada um deles somou durante os jogos”, diz Cláudia.

Além dos cinco títulos do Renato Maia, Bairro Altoé conquistou três, Claudina Barbosa dois e São Cristóvão um.

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