sexta-feira, junho 14, 2024
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Casal do Refrigério completa 71 anos de matrimônio


Ele já namorava uma moça, mas ao conhecer aquela que seria sua esposa, se apaixonou, terminou tudo e começou a namorar, a então jovem, Alicya Cavalini. Seu Angelo Calvi de Antônio e dona Alicya Cavalini Calvi, ambos com 92 anos, tiveram filhos, netos, bisnetos. A receita de um casamento longo e a enorme família que juntos criaram, está divulgada aqui nesta página. Confira a reportagem!

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O casal, dona Alicya Cavalini Calvi e seu Angelo Calvi de Antônio, ambos com 92 anos, completou 71 anos de casados, no último dia 12, o que significa um feito e tanto para a família Calvi, que preparou uma comemoração com direito a bolo comemorativo, para brindar a data.

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Moradores do Córrego do Refrigério, dona Alicya e seu Angelo vivem na localidade, desde que se mudaram para o município veneciano, ainda solteiros, ele tinha 12 anos, e ela 20.

Por ali, na roça, trabalharam a vida inteira na lida do campo, na agricultura, como a maioria de descendentes de italianos, que pelo Brasil fizeram a vida.

Após o casamento, para a chegada do primeiro filho, Alicya sofreu dois abortos, até que nasceu o primogênito, o José, e depois dele, vieram: Rafael (falecido), Maria, Antônio, Miguel, Izabel, Therezinha, Maria de Lourdes, Celso, e Paulo Sérgio. São 10 filhos que o casal teve, em uma união matrimonial, que já dura mais de sete décadas, cercada por 25 netos e 23 bisnetos, estando o casal no aguardo da chegada de mais dois bisnetos. “A receita para tanto tempo de casado e de construir essa família, primeiramente é respeitar o sacramento da Igreja, depois é o companheirismo, é fazer tudo junto, é trabalhar junto, rezar junto, é fazer tudo em união, dividindo tudo um com o outro”, fala dona Alicya.

Sobre as coisas que o casal gosta de fazer juntos, uma delas é receber os filhos, netos, a família, para aquele almoço de domingos e em dias de comemorações. Outra coisa que não dispensam é assistir a TV Aparecida e claro, ter aqueles bons momentos de prosa, para contar os “causos” e falar sobre o cotidiano. “Papai teve um AVC e por isso, eles dormem em quartos separados, ele usa cadeira de rodas, tem necessidades especiais. Mas toda noite antes de dormir, a mamãe vai até a cama dele e reza, com a mão sobre ele, e no outro dia de manhã, um já acorda perguntando pelo outro, já querem saber se estão bem, se dormiram bem e começam a conversar logo cedo”, fala Celso, um dos filhos.

» Junto à Bíblia, no último dia 12 de maio, dona Alicya e seu Angelo comemoram com os familiares, 71 anos de matrimônio

O casamento

A dona Alicya nasceu em Alfredo Chaves, no dia 1° de agosto de 1930, já o seu Angelo, nasceu em Iconha, no dia 26 de setembro, de 1930.

Foi com seus familiares, que cada um mudou para Nova Venécia, no Córrego do Refrigério. E como na maioria dos matrimônios antigos, os dois se conheceram na comunidade que moravam. Mas, seu Angelo tinha uma namorada, que era do Córrego do Ouro, e foi ao se conhecerem, que o rapaz se apaixonou por aquela que iria ser a sua esposa, terminou com a então namorada, e pediu a jovem Alicya em namoro. Um ano depois, quando os dois tinham 21 anos, no dia 12 de maio, aconteceu o casamento. “Só que, a união só foi possível no Civil, no Cartório Romeu Cardoso, no centro de Nova Venécia. O padre precisou se deslocar até Cristalina e não chegou a tempo. Os dois voltaram para a festa, onde os familiares o esperavam na roça, sem casar na igreja”, explica Celso.

A partir daí, foi aquela luta. Imaginem um casamento naquele tempo, sem a benção na Igreja pelo padre? Segundo relatos, dona Alicya era só chororô, e com medo de represália, eles não contaram para os familiares o que tinha acontecido de verdade, ou melhor, o que não tinha acontecido. Até que, menos de um mês depois, no dia 03 de junho, o padre Luiz Lima visitou a comunidade Nossa Senhora da Saúde, no Refrigério, e realizou o casamento do casal no religioso.

De acordo com Celso, a criação dos filhos na roça, naquele tempo, foi com muita dificuldade, principalmente no início da vida do casal, mas, segundo o filho, o que não faltava era a Palavra de Deus e o respeito. “Eles sempre nos criaram com uma vida baseada na fé. Somos católicos, sempre fomos à Igreja, às missas, sempre teve em nosso lar educação, preceitos religiosos, oração do terço, escola e trabalho”, conta.

Sendo assim, A Notícia aproveita para desejar vida longa ao casal e felicidades pelos 71 anos de matrimônio, afinal, com certeza, isso não é para qualquer um. Felicidades, dona Alicya e seu Angelo.

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