domingo, fevereiro 25, 2024
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Cavalo, iate e carros de luxo: PF mira empresas de fachada usadas para corrupção no ES

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Cavalo, iate e carros de luxo: PF mira empresas de fachada usadas para corrupção no ES
Até um iate de luxo foi apreendido. Crédito: Divulgação / PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (31), a Operação Alapar, em parceria com a Receita Federal. O objetivo é desarticular uma associação criminosa envolvida em um esquema de criação de empresas de fachada em nome de “laranjas”, utilizadas para envio irregular de dinheiro ao exterior, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, empréstimos bancários fraudulentos e fraudes em dispensas de licitações e contratos públicos. As investigações também alcançam o patrimônio proveniente dos crimes investigados.

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Segundo a PF, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Vitória em municípios do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, ordens de sequestros de imóveis e de apreensões de veículos e embarcações, além de bloqueio de valores no montante de R$ 25 milhões. Não foi divulgado em quais cidades os policiais federais estiveram.

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A operação contou com a participação de 70 Policiais Federais, 08 auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal, e apoio logístico da Polícia Militar e da Marinha do Brasil.

Operações Masqué e Arcano

De acordo com a PF, a ação é um desdobramento das Operações Masqué (2019) e Arcano (2021), em que foram identificadas várias empresas de fachada utilizadas para remessas ilegais de valores ao exterior. O modus operandi do grupo consistia no uso de documentação inidônea de comércio exterior para lastrear operações de câmbio junto a instituições financeiras, enviando recursos de forma ilícita.

Operação Alapar

Mesmo após as operações Masqué e Arcano, e mesmo após a condenação de alguns dos envolvidos em primeira instância, verificou-se segundo a PF, que o esquema continuou com novas empresas de fachada criadas, desta vez não apenas para evasão de divisas, mas também para outros delitos.

“Foi verificado que algumas das empresas de fachada operadas pelo grupo criminoso seriam utilizadas para obtenção de linhas de créditos bancários, mediante pagamento de propina a gerentes das agências. Também foi verificada a utilização das empresas fantasmas em contratações públicas, com fortes indícios de direcionamento e corrupção”, diz a PF.

Por fim, a Operação Alapar concentra esforços na identificação e bloqueio de bens e valores provenientes das infrações penais investigadas, inclusive aqueles ocultados em nome de terceiros, de modo a descapitalizar a associação criminosa.