quarta-feira, fevereiro 21, 2024
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Cidade mineira na divisa com o ES investiga caso de raiva humana, vírus mortal

Doença infecciosa viral aguda, acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%.

O secretário de Saúde de Mantena (MG), Ocimar Rufino Pereira, informou neste sábado (15), por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, que o governo municipal foi notificado de um possível caso de raiva humana em um paciente do município.

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A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae.

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O secretário de Saúde de Mantena, Ocimar Rufino, informou que reuniu a equipe da pasta neste sábado (15) para traçar “medidas cabíveis para que a população esteja segura”. O secretário informou ainda que o caso está sendo investigado, e que a Vigilância Sanitária com a equipe da Secretaria de Saúde decidiu imunizar as pessoas que tiveram contato com o paciente e também imunizar animais em um raio de 12 km.

No caso investigado em Mantena, não se sabe detalhes sobre o paciente. Nós procuramos o secretário de Saúde da cidade, que ainda não deu retorno ao nosso contato.

Sobre o caso

Como é transmitida?

A raiva é transmitida ao ser humano pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais.

O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.

Não se sabe ao certo qual o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, sabe-se que os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.

Quais são os sintomas?

Após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos (pródromos) da raiva, que duram em média de 2 a 10 dias. Nesse período, o paciente apresenta:

  • mal-estar geral;
  • pequeno aumento de temperatura;
  • anorexia;
  • cefaleia;
  • náuseas;
  • dor de garganta;
  • entorpecimento;
  • irritabilidade;
  • inquietude;
  • sensação de angústia.

Podem ocorrer linfoadenopatia, hiperestesia e parestesia no trajeto de nervos periféricos, próximos ao local da mordedura, e alterações de comportamento.

Quais são as complicações?

A infecção da raiva progride, surgindo manifestações mais graves e complicadas, como:

  • ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes;
  • febre;
  • delírios;
  • espasmos musculares involuntários, generalizados, e/ou convulsões.

Espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua ocorrem quando o paciente vê ou tenta ingerir líquido, apresentando sialorreia intensa (“hidrofobia”).

Os espasmos musculares evoluem para um quadro de paralisia, levando a alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e obstipação intestinal. Observa-se, ainda, a presença de disfagia, aerofobia, hiperacusia e fotofobia.

O paciente costuma se manter consciente, com período de alucinações, até a instalação de quadro comatoso e a evolução para óbito. O período de evolução do quadro clínico, depois de instalados os sinais e sintomas até o óbito, é, em geral, de 2 a 7 dias.

*Com informações da Secretaria de Saúde do estado do Paraná

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