quinta-feira, abril 18, 2024
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Começa julgamento do caso Dionízio Gonzaga

Começou há pouco, no Fórum Dr. Ubaldo Ramalhete Maia, em Nova Venécia, o julgamento dos quatro acusados de participarem do homicídio do ex-diretor do Sine, Dionizio Gonzaga de Oliveira, 42 anos.

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Os acusados que irão a júri popular são Virgílio Luiz dos Santos Oliveira, Euclides Gomes Da Silva, Elenilson Gomes da Silva e Fernanda Cassa Rodrigues.

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Na denúncia, ofertada pelo Ministério Público, são citados homicídio mediante promessa de recompensa, motivo fútil e emboscada com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Em entrevista para a Rede Notícia, a advogada Jaqueline Cazoti, que representa os réus Euclides, Elenilson e Fernanda, falou sobre o julgamento. “É chegada a hora de colocarmos, efetivamente, os ‘pingos nos is’, como eu sempre digo nesse caso. São três pessoas responsáveis, honestas e de reputação ilibada, que estão sendo levadas ao processo mais doloroso, que é o tribunal popular do júri. Nós acreditamos, com os elementos que nós já trouxemos aos autos, na ausência de vínculo dos três referentes a esse crime. Trabalhamos com provas estritamente técnicas, com depoimentos de testemunhas, com os relatórios telefônicos dos três, demonstrando a total ausência de interesse e de vínculo entre eles no sentindo de se determinar esse crime bárbaro”, disse.

Jaqueline ainda disse que crê que o Conselho de Sentença de Nova Venécia será coeso e atento no sentido de analisar esse elemento de prova. “Foi um crime em que a sociedade muito se comenta, pouco se sabe e a hora, efetivamente, é agora. Eu creio que a justiça vai ser feita”, falou.

O CRIME

O diretor do Sine de Nova Venécia, Dionízio Gonzaga de Oliveira, 42 anos, foi assassinado na manhã de 23 de fevereiro de 2021, próximo ao local onde trabalhava, no bairro Margareth, em Nova Venécia.

Segundo informações, Dionízio foi rendido por um homem encapuzado e armado, que efetuou dois disparos, um no tórax e outro na cabeça. Ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no local.

Após o crime, o atirador fugiu do local levando o carro de Dionízio, um Fiat Uno Wey, vermelho, que foi abandonado às margens da rodovia que liga Nova Venécia a Boa Esperança, o que fez a polícia descartar a hipótese de latrocínio. O celular e carteira da vítima não foram levados.

Três dias após o crime, os delegados Douglas Trevizani Sperandio, chefe da Delegacia Regional de Nova Venécia, William Dobrovosk Simonelli Daniel, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e o comandante do 2º BPM, tenente-coronel Mário Marcelo Dal Col, anunciaram a prisão de Virgílio Luiz dos Santos Oliveira, acusado de participar do crime.

No dia 7 de julho de 2021, foram presos Euclides, Elenilson e Fernanda, acusados de serem os mandantes do homicídio.

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