domingo, abril 14, 2024
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Comunicadores que levam Nova Venécia a vários cantos do País

O que eles fazem todos os dias? Dão voz a quem precisa e leva o que é primordial em uma democracia: a informação. A Notícia desta vez, inverteu o papel e, resolveu contar um pouquinho da história de quem, todos os dias, dá vida a muitos enredos, e também atualiza os ouvintes sobre o que está “bombando” mundo afora. Confira a reportagem porque, mostramos aqui que eles fazem tudo isso com muita responsabilidade, amor e claro, com uma pitada veneciana!

Trabalhar com a comunicação é um verdadeiro desafio, é não ter rotina, é apurar e levar a informação a qualquer canto, onde ela possa chegar. E, já que eles emitem as notícias por ai, hoje, A Notícia decidiu dar voz a quem é a voz de muita gente, e todos os dias! A reportagem traz as jornalistas, Izabela Toscano e Suzy Farias, e os radialistas, Cleide Costalanga e Rosemar Oliveira, que narram, um pouco sobre suas profissões, o dia a dia, e trajetórias, até chegarem até aqui. Confira!

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TV Tribuna

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Nascida em Nova Venécia, no hospital de Dr. Brasileiro, a Suzy Faria Gomes é repórter da TV Tribuna, afiliada do SBT, há 20 anos. Antes disso, foi repórter da TV Vitória e TV Gazeta.

A jornalista também já atuou em diversas organizações como assessora de imprensa: Secretaria Estadual de Agricultura (governo Albuíno), Incra, CDL Cariacica, Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) e Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV).

Com tantos anos de atuação, o Jornalismo trouxe dois prêmios para a veneciana, um deles, em 1998, que foi o primeiro prêmio da TV Vitória/Record, com a reportagem Obesidade Infantil, e o outro, um dos maiores do Espírito Santo, em 2013, o Prêmio Capixaba de Jornalismo, com a reportagem, “Denúncia de irregularidades no Regimento Montado da PM”.

Filha de Therezinha Faria Gomes e de Ril Gomes Fioroti, Suzy estudou o ensino fundamental em Nova Venécia, na EMEF Claudina Barbosa, EMEF Lourdes Scardine, na EMEM D; Adalton Santos (Polivalente) e na EMEF Dr. Renato Araújo Maia, onde ela relata que por lá plantou uma árvore, que ainda se encontra no pátio interno. “Depois, mudamos para Guarapari, onde por fim concluí a primeira fase dos estudos em Vitória”, conta a repórter, que cursou Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e outra graduação em Elaboração e organização em Eventos.

“Sou de uma família tradicional de Nova Venécia. Meu avô foi um dos fundadores da cidade, Octavio Ayres de Faria. Ele chegou a ser prefeito e sócio numero um da Coopnorte”

Suzy Faria Gomes

“A paixão pela história, pelos fatos, pelo constante conhecimento me levaram a escolher o Jornalismo. Uma profissão vibrante, capaz de promover mudanças, conceitos e ajudar a escrever a história. É uma função importante, mesmo que utópica, que busca o ideal de uma sociedade melhor”.

Suzy completa este ano 32 anos de profissão. “Todos valeram a pena, não mudaria minha escolha, a do meu pai seria odontóloga. Durante estes anos eu pude viver experiências únicas. Acompanhei de perto a visita do Papa João Paulo II a Vitória, estive com presidentes da República, e diversas personalidades do meio artístico cultural”, pontua.

Como a especialidade da veneciana é repórter policial, algumas histórias não poderiam faltar aqui! “Estive em situações de risco em áreas de conflito, envolvendo polícia e traficantes. Tive meu carro incendiado e um colega agredido por traficantes, no bairro da Penha”, conta ela, que ainda traz mais emoções: “Já subi morros acompanhada por homens armados, e já estive em bairros onde na rua ao lado, bandidos trocavam tiros entre si. São experiências ricas em conteúdo humano. Situações que não tem preço”, diz.

Hoje na TV Tribuna/SBT, Suzy atua não só no telejornal local, como, também, Primeiro Impacto e Jornal do SBT.


TVE

Formada na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Izabela Toscano Basseti, 23 anos, atua como repórter da TVE, em Vitória.

Filha de Sheyla Toscano Basseti e Theomir Bassetti Filho, irmã do Igor e do Fausto, a veneciana conta que a profissão surgiu de forma espantânea. “Meu interesse começou pela TV, eu a usava muito como referência nas minhas brincadeiras de criança. Por gostar de contar, criar e escrever histórias, sem perceber, o jornalismo foi o caminho que sempre me pareceu natural, mas só fui me dar conta de associar essas brincadeiras a uma profissão quando tive que me inscrever no Sisu”, explica.

Antes de chegar à telinha, Izabela estudou aqui em Nova Venécia no CMEI Lar de Fátima, no bairro Bonfim, depois, na EMEF Prof. Claudina Barbosa, na EMEF Dr. Adalton Santos (Polivalente) e no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), onde fez Ensino Médio, integrado ao curso de Mineração. “Saí com 18 anos de Nova Venécia, para morar na Grande Vitória, com o objetivo de fazer faculdade de jornalismo, na Ufes. “Ainda estou no início da minha carreira, percebendo o terreno em que estou pisando. Já deu pra perceber que é uma profissão muito cansativa, mas também é muito gratificante. O Jornalismo me oportuniza conhecer vivências que, eu jamais teria acesso se não fosse pela profissão”, conta.

» Izabela Toscano durante a final do Capixabâo 2023
» Izabela Toscano na formatura do Ifes, em 2017, com os pais, Theomir Bassetti Filho, a mãe, Sheyla Toscano Bassetti e os irmãos, do Igor e do Fausto

Rádio América, em Belo Horizonte

De segunda a sexta-feira, de 3h30 às 6h da manhã, domingo às 11h40 flashback internacional e às 16h15 flashback nacional e internacional.Estes são os horários para quem quiser conferir o trabalho do locutor da Rádio América AM, Rosemar Oliveira, que é um dos líderes de audiência na emissora da Catedral Rede de Comunicação Católica AM, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Com os programas Sertão Mineiro, Hora da Saudade e Sempre Sucesso, o irmão do também radialista Márcio de Oliveira, começou a carreira na Comunicação, no dia 15 de março de 1969, no serviço de alto falante, em porta de loja, em Nova Venécia. Em 1973, os passos foram além do Espírito Santo, na Rádio Aimorés, localizada na cidade mineira, onde assumiu um programa como locutor.

Em 1976, começou a trabalhar, também como locutor, na Rádio Jornal de Minas, em Belo Horizonte. Um ano depois, retornou para Nova Venécia para trabalhar em carro de som, com os anúncios, propagandas, inauguração de obras públicas, entre outros.

Oito anos depois foi a oportunidade de Rosemar voltar para o sistema de radiodifusão. Em 1984 estreou na Rádio Grande BH, em Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. “Em 1985 fui aprovado em um teste no Sistema Globo de Rádio, mas Deus é tão bom que, demorou surgir a vaga, foi então que fui para a CBN. Quando acabaram os programas nessa emissora, em 30 de agosto de 1986, fui para a Rádio América, onde estou até os dias atuais”, relata.

Além de radialista, Rosemar também é compositor titular da União Brasileira de Compositores (U.B.C), destacando entre suas 55 canções gravadas, “Cidade de Todos” e “Capital do Granito”, em homenagem a Nova Venécia, com parceria de João Ricardo e Zé dos Santos. “Sinto muita saudade dessa cidade, é minha grande paixão essa terra querida. Nasci Alto Capim, em Aimorés, Minas Gerais, fui batizado em Afonso Cláudio, mas minha formação é veneciana, sou capineiro metade capixaba metade mineiro”, fala.

Para ouvir Rosemar Oliveira, basta acessar: www.americabh.com.br

» Rosemar Oliveira é um dos líderes de audiência na emissora Catedral Rede de Comunicação AM, em Belo Horizonte

Litoral FM

Cleide Costalonga iniciou a carreira na extinta Rádio Robusta, em Nova Venécia. Por lá, ela conta que durante o tempo em que era secretária, uma empresa pediu uma voz feminina em uma propaganda. “Não tinha locutora, era só homem. Então me pediram para gravar. Ficou horrível, mas foi ao ar mesmo assim, e para a surpresa, o cliente gostou. Em seguida, outras empresas também foram pedindo minha voz e eu fui ganhando espaço. Na Robusta aprendi a operar a mesa e assumi o primeiro trabalho como locutora”, explica Cleide, que revela ter trabalhado também na Rádio Novo Tempo, durante cinco meses.

Outro local que a radialista trabalhou foi em Castelo, na Rádio Cultura FM. A entrada na empresa aconteceu depois da mudança para o município. “Fui para lá por conta do meu ex-marido, pedi emprego na rádio e o dono disse que não aceitava mulher como locutora, somente homens. Eu fiquei surpresa e ao mesmo tempo, revoltada. Pedi para me dar uma chance e ele, depois de muita insistência, me deixou gravar algumas coisas. Depois de um tempo, virou para mim e disse que havia gostado, que seria obrigado a me contratar, e me contratou”, conta aos risos.

Depois da estadia no Sul capixaba, Cleide voltou para Nova Venécia e foi locutora da Nova Onda por 10 anos. Convidada para trabalhar na Jovem Pan, em Vitória, lá foi ela, mas, ao mesmo tempo, levou um CD para mostrar seu trabalho, na Litoral FM, na Capital, que é por onde permanece há 18 anos. “Optei pela Litoral porque é a minha cara, gosto de trabalhar em rádio popular. Somos o primeiro lugar geral no ibope, e me meu programa, são cerca 30 mil ouvintes por minuto”, fala.

Mesmo distante, a radialista afirma que sente muita saudade de Nova Venécia e dos ouvintes que deixou aqui. “No rádio, não importa se você está triste ou com problemas, é preciso entrar no ar com alegria, nem sempre estou bem, mas quando chega, sempre estou pronta para dar o meu melhor. Gosto quando recebo feedback dos ouvintes falando que contribuí de alguma forma positiva para o dia deles, isso é valioso”, narra.

Cleide é filha de Agostinho Costalonga (In Memória), e Celina Armani e mãe do Relmo, 24 anos, Daniel, 22, Gabriel 14.

Quem quiser ouvir Cleide Costalonga: www.litoralfm.com.br (5h às 10h, de segunda a sexta-feira).

» Cleide Costalonga é locutora da Litoral FM, em Vitória
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