domingo, abril 14, 2024
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Corpo em caixa d’água em Colatina: assassino vai seguir preso, decide Justiça

"O auto de prisão em flagrante delito indica a periculosidade em concreto da conduta do autuado, que após uma discussão com sua companheira, a enforcou e a jogou em uma caixa d’água", frisa o juiz Thiago Balbi da Costa

A Justiça converteu em preventiva (por tempo indeterminado), a prisão em flagrante de Fabrício Gomes da Silva Júnior, de 25 anos, suspeito de matar a namorada Thalita Vitoria Pereira Barbosa da Silva, de 20 anos, por asfixia por meio de um golpe chamado de “mata-leão”, e jogar o corpo dela na caixa d’água do prédio em que ele morava, no bairro Honório Fraga, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O corpo foi encontrado na segunda-feira (13) após os moradores do prédio sentirem um odor forte e verem sangue na água que saía pelas torneiras. O crime teria ocorrido na sexta-feira (10).

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A decisão pela manutenção da prisão do assassino confesso, foi dada na Audiência de Custódia realizada na manhã desta quarta-feira (15). “A conduta do autuado é extremamente repugnante, e gerou grande revolta na cidade. O auto de prisão em flagrante delito indica a periculosidade em concreto da conduta do autuado, que após uma discussão com sua companheira, a enforcou e a jogou em uma caixa d’água”, frisa o juiz Thiago Balbi da Costa, no Termo de Audiência de Custódia obtido pela Rede Notícia.

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Após asfixiar namorada até a morte, com um golpe de “mata-leão”, homem disse que jogou corpo em caixa d’água do prédio em que morava. Crédito: Polícia Militar

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“Portanto, a análise da pertinência da decretação da prisão do autuado deve ser feita tomando-se em consideração a reprovabilidade da conduta e a periculosidade do agente em um contexto geral, dado que uma conduta (ocultação de cadáver) se deu em continuidade ou exaurimento de outra (homicídio). Sendo assim, considerando a reprovabilidade e a frieza da conduta do autuado, em que pese a sustentação legal feita pela defesa, entendo que a decretação da prisão é medida necessária e adequada no presente caso, até que o Juízo competente possa reavaliar a situação do autuado, até porque, muito embora a defesa sustente não haver risco em desfavor da vítima (que veio a óbito), certo é que ainda persiste a necessidade de assegurar a ordem pública (diante da gravidade em concreto e da periculosidade do autuado) assim como a instrução processual (dado que o delito de ocupação foi praticado em ambiente de residência e convício familiar do autuado, o que pode ensejar potencial intervenção na formação da prova)”, assina o magistrado.

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O crime

Segundo o capitão Balbino, da Polícia Militar, na última sexta-feira (10), o casal de namorados utilizaram drogas na residência do suspeito. Após um desentendimento, o homem asfixiou a jovem até a morte e colocou o corpo dentro da caixa d’água do prédio. Na segunda-feira (13), moradores acionaram a PM, após verificarem que a água estava com cor de sangue. Os policiais foram ao local, e encontraram o cadáver da mulher. O suspeito foi preso.

Segundo a Polícia Civil, Fabrício foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e, como não pagou a fiança estipulada pela autoridade policial, foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Colatina. A polícia disse que o suspeito não foi autuado pelo homicídio, apesar de ter confessado, pois não estava em estado flagrancial. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Colatina dará andamento na investigação e poderá, ao fim do inquérito policial, indiciá-lo pelo crime de homicídio qualificado cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicidio). O indiciamento só poderá ser confirmado na conclusão do Inquérito.

Em agosto do ano passado, Thalita Vitoria Pereira Barbosa da Silva, de 20 anos, foi vítima de tortura por traficantes em Colatina. Os agressores filmaram o ato e as imagens chocantes circularam nas redes sociais, mostrando a mulher caída no chão, inconsciente e com ferimentos pelo corpo. Em um momento perturbador, um dos agressores aproximou um facão do rosto da vítima. Na época, a polícia conseguiu identificar os suspeitos através dos vídeos compartilhados pelos próprios criminosos, nos quais eles também exibiam armas. Todos os bandidos foram presos naquela ocasião.

Sobre o caso

 

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