domingo, maio 19, 2024
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Depois de ter tido mais de 90% dos pulmões comprometidos, esperancense sobrevive à Covid-19

A história de luta da Izabela Bravim Pereira, 29 anos, é emocionante. Depois de mais de 90% do pulmão comprometido pela Covid-19, após ficar intubada e passar quatro dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), a comerciante teve alta neste último sábado (06). “Foi um milagre, a cada telefonema que recebíamos da equipe médica, as notícias não eram nada animadoras. Muito sofrimento. Se tivéssemos fé e acreditássemos em Deus, era para rezar, foi o que o médico me falou”, conta a mãe da Izabela, Julcilene Aparecida Bravim, 53.

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Estudante de nutrição, Izabela chegou a Boa Esperança recebida por uma carreata, preparada por familiares e amigos, após 13 dias de internação. Na entrada da cidade, lá estavam eles: aqueles que fizeram durante todo período que a comerciante estava hospitalizada, correntes de orações, pedindo a sua cura. “Eu nunca tinha visto uma situação desta. Muita gente envolvida pedindo a melhora da minha filha. Um dia antes de tirarem a intubação, mais de cem pessoas se reuniram na porta da nossa casa pedindo pelo milagre. Recebi o telefonema no outro dia, com a feliz notícia, de que tinha tirado a intubação”, fala a mãe.

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Para agradecer a Deus, a família esteve na igreja na manhã desde domingo (07). Ainda sem conseguir se locomover direito, e sentindo cansaço, Izabela não pôde estar no momento. “Fomos agradecer pela Graça concedida, pelo milagre. Ao mesmo tempo, sinto a tristeza da paciente que internou junto com ela, ter chegado em casa no caixão. Ela é de São Domingos, mesma idade que a Izabela, minha cabeça não esquece a dor que a família deve estar passando. Vivemos os mesmo medos nesses dias, e infelizmente, a mãe dela não pode levar a filha viva para casa”, desabafa.

Segundo Julcelene, além da filha ser diabética, Izabela estava debilitada por conta do tratamento que precisou fazer após acidente.

Família esteve na igreja neste domingo (07), para agradecer a cura da Izabela

Internação
De acordo com a Julcilene, tudo indica que a Izabela, ela e a outra filha, a Aline, contraíram a Covid-19 a partir do acidente de carro que a família sofreu e a internação pela colisão. Os sintomas começaram após a alta das três. “Com os sintomas do coronavírus avançando, a Izabela e eu ficamos novamente internadas. Ficamos juntas no hospital, eu tive alta e precisei a deixar . Logo após, ela foi encaminhada para UTI. A Izabela chegou a pedir para ser intubada de tanta falta de ar. Não pelo pedido dela, mas pela necessidade, a equipe do hospital me ligou avisando da intubação. Foram claros em dizer que, daqui uma hora eu poderia receber a ligação de que foi tudo bem sucedido, mas que também, havia a possibilidade de não ter dado certo, por uma parada cardíaca. Imagine uma mãe, o que sente nessa hora? Mas graças a Deus, a ligação que recebemos foi de que tudo havia dado certo”, conta a Julcilene.

Após as três terem contraído a doença, outros membros da família que tiveram contato com elas, também pegaram o novo coronavírus, sendo ao total, nove pessoas, sendo seis moradores de Nova Venécia, que também estavam envolvidos no tratamento da Covid-19 delas.

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