sexta-feira, junho 14, 2024
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Eles têm 68, 67, 62 e 60 anos de histórias juntos

“Ele é o companheiro da minha vida”, declara a dona Valdina Menegardo de Lima, 85, casado com o seu Antônio Angelo de Lima, 88. A união dos dois já completou 68 anos, são mais de seis décadas juntos, e seu Antônio dá o recado direto para quem quer saber a receita de tanto tempo de união. “Briga quem quer, quem tem respeito não briga. É preciso se calar às vezes, e esperar o outro se acalmar e só então, resolver as coisas”, declara.

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O casal é de Rio Novo e como já se conheciam por frequentar a igreja, namoraram apenas oito meses. Para quem acha que namoro rápido não dá certo, está aí um exemplo de que, no amor não existem essas regras. “Tivemos 10 filhos, criei todos na igreja, somos católicos e foi baseado na palavra de Deus que chegamos até aqui”, fala dona Valdina.

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Os moradores de Nova Venécia têm 17 netos, seis bisnetos e há 62 anos chegaram ao município veneciano, após eu Antônio ganhar um pedaço de terra do pai, na região do Refrigério, sendo que há cerca de 46 anos, mudaram para a cidade. “Casamos na Igreja São Vicente lá, e aqui, frequentamos a Igreja Aparecida. Falo que se tivesse que casar, era com ele que casaria de novo, finaliza Valdina.


67 anos de casados

Seu Agostinho Pilon e a dona Adélia Roveda Pilon, ambos com 90 anos, são casados há quase 67 anos, falta um mês para chegar a esse número. E foi na década de 50 que o casal chegou a Nova Venécia, no Córrego da Travessia.

Seu Agostinho e dona Adélia se conheceram aos 15 anos, no interior de Alfredo Chaves. Os dois moravam em uma mesma localidade do interior e estudavam em escolas próximas. Mas foi aos 19 anos apenas, que começaram a namorar. O cenário do namoro foi nos bailes. Os dois sempre gostaram de música e a dança os uniu. O casamento aconteceu quando o casal tinha 23 anos, e nos dias seguintes, a mudança foi feita para o Km 30, interior de São Gabriel da Palha, depois de Pilon ter herdado uma propriedade rural do pai; foi assim que eles voltaram para Nova Venécia. O casal, que se uniu pelo matrimônio em 13 de setembro de 1952, hoje têm sete filhos, oito netos e uma bisneta.

» Dona Adélia e seu Agostinho Pilon casaram no dia 13 de setembro de 1952

Juntos há 62 anos

Aos 62 anos de casados, dona Lourdes Arrivabene Ferrari, 79 anos, e seu Élcio Ferrari, 86, afirmam que completaram a missão de criar os cinco filhos, tendo como base, a fé. “Me casaria de novo com ele”, afirma dona Lourdes.

A matriarca da família Ferrari afirma que hoje em dia, os casais brigam com muita facilidade, mas para que o casamento seja duradouro é essencial ter paciência e amor. Inclusive, para ela, isso deve ser considerado na hora de decidir dar um passo rumo ao casamento. “Casamento é para sempre. O namoro de hoje é muito diferente. O pessoal é muito sem amor, sem carinho, qualquer coisa está brigando. Eu acho que se a pessoa começa brigando, não vai muito pra frente não”, afirma.

Dona Lourdes nasceu em Marilândia, foi lá que o casal se conheceu, quando seu Élcio tinha 13 anos e trabalhava descarregando o carro do tio, no comércio da mãe da dona Lourdes. “Ele disse que já me achava bonita nesta época”, conta aos risos. Daí em diante, a família da menina mudou para Nova Venécia e o seu Élcio que era de Castelo, por coincidência, também veio para cá. Dona Lourdes morando na Serra de Baixo e o comerciante em uma pensão, no centro da cidade, foi em um dia de lazer que os dois começaram o namoro. “Fui ao circo onde é hoje a Praça Jones Santos Neves, ali em frente ao Bradesco. Nesse dia, ele me pediu em namoro, um ano depois estávamos casados”, diz.

Sendo pais de Carlos Roberto (in memória), José Renato, Evandro, Elciney e Elessandro, o casal tem 11 netos e seis bisnetos. “Deus me deu filhos muito bons, criei todos no estudo, trabalho e dentro da igreja, a fé sempre nos conduziu e assim vai ser até o fim de nossas vidas”, fala.

» Dona Lourdes e seu Élcio estão unidos pelo matrimônio desde 22 de julho de 1957

60 anos de união

A dona Eugênia Sandre Gusson, 80, e o seu José Alino Gusson, 81, estão casados há 60 anos e o matrimônio aconteceu na Igreja Matriz de São Marcos, depois dos noivos, padrinhos e familiares virem a cavalo de Santo Izidoro, até a Matriz. “Me arrumei na casa de uma conhecida nossa, que ficava onde hoje era o Fórum. Casamos e depois voltamos para a roça, onde teve um almoço para nos receber e também a família, tudo muito simples, mas com a presença de Deus”, fala dona Eugênia.

O namoro começou também em uma igreja, ali no interior mesmo, e por dois anos, era o local que os dois se encontravam uma vez por semana. “Era na Missa, nem na mão a gente segurava um do outro, meus pais não deixavam, e nem minha irmã, morei com ela depois dos meus sete anos de idade e eu era como filha, meu cunhado também me vigiava, mas eu sempre fui uma menina direita, não dei trabalho”, fala.

Junto, o casal teve sete filhos, 10 netos e dois bisnetos e com a família formada e estruturada, a aposentada que muito trabalhou com o marido na roça, conta como é permanecer em um casamento por tanto tempo. “Primeiro de tudo é Deus, ele nos rege e junto com Nossa Senhora Aparecida, nos deixou criar todos nossos filhos. Aqui em casa eles sempre trabalharam desde novo, aos 10 anos de idade já estavam com o pai na luta”, diz ela que ainda completa. “O amor vence tudo, a paciência e a sabedoria te fazem viver bem e dar o melhor de si ao outro também. Com a graça de Deus, superamos problemas de saúde e a vida difícil que tivemos, nunca passamos fome, mas passamos por tempos difíceis. Acho que soubemos viver um pelo outro e educar nossos filhos, da forma correta”, conta.

» Seu José Alino Gusson e dona Eugênia casaram no dia 18 de julho de 1959
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