quinta-feira, maio 23, 2024
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Justiça converte em preventiva prisão de assassino de médico no ES

Juíza cita ostentação feita por Carlos Magno nas redes sociais após matar cruelmente o médico Aloísio Vieira Silva, de 29 anos.

A Justiça converteu em preventiva (por tempo indeterminado), a prisão em flagrante de Carlos Magno Santos Santana, assassino confesso do médico Aloísio Vieira Silva, de 29 anos. Aloísio foi assassinado entre a noite de sexta (24) e madrugada de sábado (25), dentro do apartamento em que ele morava, no Centro de Montanha. O corpo só foi encontrado na manhã de domingo (26), quando amigos foram ao apartamento do médico após ele se atrasar para pegar o plantão no Samu do município.

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Aloísio Vieira Silva, tinha apenas 29 anos. Crédito: Reprodução / Facebook

No Termo de Audiência de Custódia, a juíza, Walméa Elyse Carvalho Pepe de Moraes, argumenta que a prisão preventiva do assassino, serve de garantia da ordem pública, uma vez que o auto de prisão em flagrante delito indica a gravidade concreta da conduta e periculosidade do suspeito, revelada, sobretudo, pelo modus operandi utilizado.

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“A gravidade concreta da conduta, reveladora do potencial elevado grau de periculosidade do agente e consubstanciada na alta reprovabilidade do modus operandi empregado na empreitada delitiva, é fundamento idôneo a lastrear a prisão preventiva, com o intuito de preservar a ordem pública”, diz o documento assinado pela juíza.

“Trata-se de caso grave e bárbaro, que causou grande abalo social, sendo certo que o autuado demonstrou desprezo pela vida humana – seja pelas publicações feitas em rede social ostentando os pertences da vítima, seja pela confissão, seja pela afirmada ausência de arrependimento, de modo que a decretação de prisão é medida que se impõe para resguardar a ordem pública. Por fim, considerando que o acusado declarou que sua residência é no Estado do Mato Grosso e que, logo após praticar o crime, evadiu-se do distrito da culpa, sendo preso na cidade de Conceição da Barra, identifico o risco de fuga e, por garantia da aplicação da lei penal, também reconheço a necessidade da prisão”

Walméa Elyse Carvalho Pepe de Moraes – Juíza de direito

A juíza determinou ainda que a Corregedoria da Polícia Militar, apure eventual agressão sofrida pelo assassino no momento de sua prisão.

O crime

O médico Aloísio Vieira Silva, de 29 anos, foi assassinado a facadas e estrangulado. O corpo dele foi encontrado na manhã deste domingo (26), no chão do apartamento em que ele morava no Centro de Montanha.

A Polícia Militar informou que foi acionada na manhã deste domingo (26) e prosseguiu até o centro de Montanha para verificar uma ocorrência de encontro de cadáver. No local, foi relatado aos militares que amigos de trabalho da vítima estranharam o fato do homem estar atrasado para o trabalho, por isso decidiram ir até a residência onde ele morava, se deparando com ele caído, com sangramento no rosto, já em óbito. A perícia foi acionada e a ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil para investigação.

A reportagem apurou que o médico trabalhava no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e também dava plantões esporádicos no Hospital Municipal de Pinheiros. Na manhã de domingo (26), Aloísio estava escalado para o plantão no Samu de Montanha. Ele não apareceu e não atendia às ligações dos colegas, que foram até o apartamento e o encontraram morto.

Suspeito preso

O suspeito de cometer o latrocínio (roubo seguido de morte) é Carlos Magno Santos Santana, que foi preso durante a tarde de domingo (26), na localidade de Cobraice, em Conceição da Barra. Ele confessou ter matado o médico a facadas e estrangulado.

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