quarta-feira, fevereiro 21, 2024
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Justiça manda suspender o Telegram após empresa não fornecer dados sobre ataque a escolas em Aracruz

Plataforma não entregou à PF dados completos sobre neonazistas investigados que usam o aplicativo de mensagens.

A Justiça determinou a suspensão imediata do aplicativo de mensagens Telegram no Brasil, depois que a empresa se recusou a entregar à Polícia Federal dados sobre grupos neonazistas que operam na plataforma. As empresas de telefonia Vivo, Claro, Tim e Oi, juntamente com a Google e a Apple, responsáveis pelas lojas de aplicativos Playstore e App Store, receberão um ofício sobre a suspensão do Telegram ainda nesta quarta-feira (26), de acordo com a Diretoria de Inteligência da PF.

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Embora o Telegram tenha entregue parte dos dados solicitados pela PF na última sexta-feira (21), a corporação ainda deseja obter os contatos e dados dos integrantes e administradores de um grupo com conteúdo neonazista, mas o aplicativo não forneceu os números de telefone.

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A Justiça, além de ordenar a suspensão do aplicativo, ampliou a multa aplicada ao Telegram por não entregar os dados de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia de recusa em fornecer os dados. A investigação da PF sobre o ataque a uma escola em Aracruz, que deixou quatro mortos, descobriu a interação do assassino, de 16 anos, com grupos com conteúdos antissemitas pelo Telegram. A polícia pediu que a plataforma entregasse os dados de administradores e integrantes do grupo para apurar as conexões e se houve influência no crime em Aracruz.

O envolvimento de grupos extremistas em casos de violência em escolas vem sendo investigado pelo Ministério da Justiça. Em uma coletiva depois do caso de violência em uma creche em Blumenau, o ministro Flávio Dino determinou a investigação de células que fazem apologia ao nazismo e afirmou que a PF descobriu a conexão entre grupos neonazistas e adolescentes com influência para violência em escolas. Segundo o ministro, as investigações encontraram grupos em São Paulo e Goiás que estariam recrutando adolescentes no Maranhão, todos com conteúdo antissemita.

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