domingo, fevereiro 25, 2024
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Justiça mantém preso acusado de matar a esposa em Nova Venécia

Adriano da Silva, de 41 anos, vai seguir preso por tempo indeterminado. O juiz Getter Junior diz no despacho que o crime demonstra o "alto grau de periculosidade" do acusado.

O juiz Getter Lopes de Faria Junior determinou a prisão preventiva (por tempo indeterminado), de Adriano da Silva, de 41 anos, preso em flagrante na última quinta-feira (17), após matar a companheira Leidineia dos Santos Dalvi da Silva, de 35 anos, a facada, no local de trabalho dela, na comunidade de São Luiz Gonzaga, Zona Rural de Nova Venécia. A decisão obtida pela Rede Notícia, foi tomada na Audiência de Custódia realizada neste sábado (19).

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Leidineia dos Santos Dalvi da Silva foi morta pelo marido, Adriano da Silva. Crédito: Facebook / Reprodução

O Ministério Público se manifestou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva – sem tempo para acabar. A advogada Natália Lacerda, “requereu a internação provisória compulsória em clínica para tratamento psiquiátrico” do acusado. O juiz Getter Junior diz na sentença que o crime demonstra o “alto grau de periculosidade” de Adriano, de forma que “a decretação da prisão é medida que se impõe para resguardar a ordem pública”.

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“Ademais, a prisão servirá como medida assecuratória da segurança do próprio autuado, bem como da segurança de terceiros, considerando a condição mental que o acomete. Com relação a sua imputabilidade, certo é, que será melhor analisada pelo Juízo Natural (que a Justiça de Nova Venécia)”, diz o magistrado, na decisão em que mantém preso o suspeito.

Crime cruel

Leidineia dos Santos Dalvi da Silva, de 35 anos, havia acabado de chegar ao trabalho, na localidade de São Luiz Gonzaga, quando foi surpreendida pelo marido, Adriano da Silva, que a golpeou com uma faca. Ele foi preso em flagrante.

Por nota, a Polícia Civil informou que o assassino “foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo torpe mediante recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido, cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicidio)”. Segundo a PC, “o indivíduo se reservou no direito constitucional de ficar em silêncio”, e foi levado ao presídio.

Formada em Administração, Ledineia deixou três filhos, todos menores de idade. 

O crime

Segundo a Polícia Militar, três funcionários do comércio de compra e venda de pimenta-do-reino, relataram que por volta das 07h chegaram para trabalhar, e como de costume foi passado a eles o que seria feito. Leidineia estava no escritório e poucos minutos depois eles ouviram gritos e o pedido de socorro da mulher. Os colegas de trabalho correram para ver o que estava acontecendo e se depararam com a mulher correndo e caindo no chão após se apoiar em um carro.  

O gerente do comércio, que foi quem socorreu a vítima, contou aos policiais que fez contato com a Leidineia para saber sobre um serviço que seria feito pela manhã. Porém, ele voltou logo após e neste momento viu o suspeito em pé, por trás da vítima, com uma faca, e a mulher tentando segurar a arma branca. Neste momento, o gerente disse que segurou o homem, a mulher saiu correndo, já ferida, e caiu em seguida, no chão do pátio da empresa.

Quando os PMs chegaram no local do crime, um militar da reserva já havia imobilizado o suspeito, que era marido da vítima. Adriano foi encaminhado para a Delegacia Regional de Nova Venécia, onde foi entregue a faca utilizada no crime.

Assim que a administradora foi ferida, o gerente da empresa a colocou em um carro em uma tentativa de socorrê-la. A PM foi informada durante o deslocamento para o local do crime, que o gerente havia parado o veículo com a vítima em frente ao Corpo de Bombeiros de Nova Venécia para pedir ajuda. A equipe de serviço do Corpo de Bombeiros confirmou o óbito da mulher e a Polícia Civil foi acionada.

Por nota, o Corpo de Bombeiros informou que “uma mulher ferida por arma branca foi levada, em um veículo particular, até o Quartel do Corpo de Bombeiros, para ser socorrida. A equipe de serviço iniciou os primeiros socorros, mas constatou que a vítima já estava em óbito. As Polícias Civil e Militar foram acionadas”.

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