quinta-feira, fevereiro 29, 2024
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Justiça mantém preso suspeito de mandar matar adolescentes em Sooretama

Juíza citou que soltura do autuado poderia colocar em risco a ordem pública, haja vista a real possibilidade de reiteração delitiva.

A Justiça decidiu manter preso preventivamente (por tempo indeterminado), Marcos Vinícius Coutinho de Carvalho, conhecido como “Caíque”, de 20 anos, acusado pela Polícia Civil de ter ordenado a execução dos amigos Wellington Gomes Simão, de 14 anos, Carlos Henrique do Nascimento Trajano, de 15, e Kauã Loureiro Corrêa, de 15 anos, em Sooretama.

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A decisão foi tomada pela juíza Emilia Coutinho Lourenco, durante Audiência de Custódia realizada na manhã deste domingo (3). Marcos foi preso na sexta-feira (1), após trocar tiros com policiais civis e militares numa operação que o prendeu. Durante a troca de tiros, uma menina de 11 anos foi atingida por uma bala perdida no braço. Ela foi socorrida e não corre risco.

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Wellington Gomes Simão, de 14 anos, Carlos Henrique do Nascimento Trajano, de 15, e Kauã Loureiro Corrêa, de 15 anos, Crédito: Reprodução / Montagem Rede Notícia

Também na sexta-feira, os corpos dos três adolescentes foram encontrados, enterrados em cova rasa, no meio de uma plantação de eucalipto, na Zona Rural de Sooretama. O local onde os corpos dos meninos haviam sido ocultados após serem brutalmente assassinados, foi indicado por um motorista de aplicativo, de 43 anos, que não teve o nome divulgado, preso suspeito de transportar os adolescentes ao local da consumação do crime.

Foto mostra três covas rasas usadas para ocultar os corpos dos adolescentes. Crédito: Site Norte Notícia / Reprodução / Montagem Rede Notícia

Marcos Vinicius Coutinho de Carvalho é apontado pela Polícia Civil como chefe do tráfico do bairro Areal. Teria partido dele, segundo a investigação, a ordem de executar cruelmente os três adolescentes. O motivo seria o simples fato dos jovens terem sido reconhecidos como moradores do bairro Sayonara, onde os traficantes eram rivais dele.

Local onde corpos foram encontrados. Crédito: Sesp

Na Audiência de Custódia, a juíza Emilia cita que “está presente a materialidade delitiva, bem como de indícios de autoria. Tenho que a soltura do autuado poderá colocar em risco a ordem pública, haja vista a real possibilidade de reiteração delitiva, além do que está presente a periculosidade concreta de sua conduta, bem como, visando garantir a instrução processual e a aplicação da Lei Penal”, diz a magistrada na decisão em que converte a prisão em preventiva – sem tempo para acabar.

Imagem de satélite mostra (na marcação) o local onde corpos foram achados. Crédito: Reprodução

Marcos Vinicius está preso na Penitenciária Regional de São Mateus (PRSM). Ele pediu a juíza para ser transferido para o sistema prisional em Colatina, alegando estar machucado em decorrência de supostas agressões sofridas de policiais militares durante sua prisão, e que em Colatina, teria mais assistência médica. A magistrada determinou que a Diretoria de Movimentação Carcerária e Monitoração Eletrônica, verifique “a possibilidade de transferência do autuado à Unidade Prisional de Colatina/ES, a fim de que possa ser viabilizado uma melhor assistência quanto à sua situação de saúde, diante das lesões que possui”. A juíza também mandou a Corregedoria da PM investigar as supostas agressões alegadas pelo preso.

Local onde corpos foram encontrados. Crédito: Notaer / Reprodução

Segundo suspeito preso

Quem também está preso, suspeito de participar da ocultação dos corpos, é um motorista de aplicativo, de 43 anos. Foi ele quem delatou e indicou o local onde estavam os corpos. A Polícia apreendeu o carro desse motorista, na noite do dia 23 de agosto. Segundo a perícia, o veículo já havia sido lavado, mas ficou constatado, com o auxílio de uma substância conhecida como luminol, que havia vestígios de sangue no carro. A suspeita é que o veículo tenha sido usado para transportar os adolescentes até o local onde os corpos foram encontrados. Familiares dos rapazes cederam material genético para exame de DNA, que ainda não ficou pronto. O exame vai atestar se o sangue são das vítimas.

Um menor foi apreendido em Jardim Carapina, na Serra, suspeito de envolvimento no crime. A Polícia Civil informou que há ordens autorizadas pela Justiça para prender mais suspeitos de envolvimento no triplo assassinato.

O desaparecimento

Wellington Gomes Simão, de 14 anos, Carlos Henrique do Nascimento Trajano, de 15, e Kauã Loureiro Corrêa, de 15 anos moravam no bairro Sayonara, em Sooretama. Eles foram vistos vivos pela última vez no dia 18 de agosto, quando teriam ido a um bairro vizinho para ver um homem baleado após um tiroteio. Depois disso, desapareceram.

Requintes de crueldade

Segundo o secretário de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, os três adolescentes foram executados com tiros e “requintes de crueldade”.

Corpos ainda não foram liberados

A Rede Notícia perguntou a Polícia Civil, neste sábado (2), se os corpos já haviam sido liberados. Por nota, a corporação informou que “a primeira tentativa de identificação é por meio de digitais, entretanto, apenas em um dos corpos foi possível realizar a coleta de amostras. Nos casos em que não é possível realizar a identificação por meio de digitais, o DML utiliza outros meios de identificação, o que inclui análise de arcada dentária ou, em último caso, identificação por DNA”.

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