sexta-feira, junho 14, 2024
spot_img
HomeCrimeMorte de jovem que teve corpo incendiado em carro completa 3 meses...

Morte de jovem que teve corpo incendiado em carro completa 3 meses em Vila Pavão

Mateus Hencke Eggert foi morto no dia 31 de dezembro do ano passado, momentos antes de ir para Guriri, onde passaria a virada de ano.

A morte do jovem Mateus Hencke Eggert completou três meses na última sexta-feira (31). O corpo dele foi encontrado dentro do carro que lhe pertencia, incendiado, no dia 31 de dezembro do ano passado, no Córrego Preto, na Zona Rural de Vila Pavão. A Polícia Civil trata o caso como homicídio, mas até este domingo (2), não trouxe respostas básicas à família e à sociedade, como por exemplo:

Publicidade

  • Quem matou a vítima?
  • Qual a motivação do crime?
  • Como ocorreu o crime?
  • De que forma a vítima foi assassinada?
  • Quantas pessoas participaram do homicídio?

Ao ser procurada pela reportagem para saber como anda a apuração do caso, a Polícia Civil enviou a mesma nota de sempre. Disse que “as investigações e as diligências da Delegacia de Polícia (DP) de Vila Pavão estão em andamento. Detalhes da investigação não serão divulgados, pois as investigações correm em sigilo. A população pode denunciar através do Disque-denúncia (181) qualquer tipo de irregularidade, ilegalidade ou repassar informações que ajudem as polícias na elucidação de delitos ou infrações. A ligação é gratuita e pode ser realizada em qualquer município do Estado”.

Publicidade

Um suspeito preso

No dia 18 de janeiro deste ano, a Polícia Civil confirmou a prisão de um suspeito de participar do crime. Na ocasião, a Rede Notícia apurou que no ato da prisão, o suspeito negou envolvimento no crime, mas ainda assim foi levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Domingos do Norte, para o cumprimento de mandado de prisão expedido pela Justiça no âmbito da investigação do assassinato de Mateus Hencke Eggert. Nós também apuramos que a prisão foi efetuada em Vila Pavão, ou seja, na mesma cidade onde aconteceu o crime.

Em matéria publicada no dia 15 de janeiro, quando o caso completou 15 dias, a Rede Notícia divulgou uma apuração de bastidor, de que pelo menos duas pessoas estariam na mira dos investigadores como autores do assassinato. O caso, inicialmente, era tratado como encontro de cadáver, mas passou a ser investigado como homicídio, após a emissão do laudo cadavérico, feito no Serviço Médico Legal, nos primeiros dez dias após o crime.

Responsável pela investigação do crime, a Polícia Civil ainda não informou de que forma a vítima foi assassinada. Também é desconhecida a motivação do crime. A polícia também não informou se o suspeito preso em janeiro permanece recluso.

Relembre o crime

Segundo o Boletim de Ocorrência da PM, quando o Corpo de Bombeiros chegou no local, no dia 31 de dezembro, o carro já estava totalmente destruído pelo fogo. No banco traseiro do veículo, os policiais visualizaram que havia uma ossada. A perícia criminal foi acionada.

Entre o tempo em que a PM isolou a área até a chegada da perícia, os policiais foram informados que o carro pertencia a Mateus Henke Eggert. Familiares que foram ao local, confirmaram que o carro pertencia ao homem, e acrescentaram que não estavam conseguindo fazer contato com a vítima.

Últimos passos da vítima

Um amigo da vítima relatou aos policiais, que às 12h34 do sábado do desaparecimento (31/12), Mateus lhe enviou um áudio, em uma conversa por aplicativo, dizendo que passaria para pegá-lo para irem para Guriri (em São Mateus), onde passariam a virada de ano. No entanto, após esse áudio Mateus não apareceu.

Um primo da vítima contou aos policiais, que às 12h do dia do desaparecimento (31/12), Mateus foi visto em um bar, consumindo bebida alcoólica na companhia de uma outra pessoa, cujo nome ele não soube relatar.

Os investigadores ouviram de pessoas próximas à vítima, que nos últimos dias antes de ser morto, Mateus comentou que uma pessoa o havia mandado mensagem perguntando onde ele estava e que era para Mateus ir até ele, pois supostamente o indivíduo quitaria uma dívida de um som automotivo com a vítima no valor de R$ 17 mil.

Sobre o caso

ARTIGOS RELACIONADOS
Anuncie Aqui!
Publicidade

EM DESTAQUE