quinta-feira, junho 13, 2024
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Mulheres venecianas mostram a força que desempenham no campo

Neste Dia Internacional da Mulher, A Notícia traz uma reportagem com duas mulheres que trazem do campo, suas rotinas diárias de trabalho. Aqui elas contam um pouco de suas vivências, e também, apontam que o preconceito com o trabalho na roça, também é enfrentado por elas

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O agronegócio vem cada vez mais, contando com uma grande força para somar a produção. É que as mulheres vêm assumindo lugar de destaque neste ramo, que é altamente importante para a economia do País.

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Moradora do Assentamento da Travessia, Tereza Lourenço Matos, 47 anos, há 25 anos trabalha e vive da agricultura, nos dois alqueires de terra, que administra, junto ao seu marido, o Edimilson Oliveira Matos.

As cinco e meia da manhã, a agricultora já está de pé, tudo para fazer crescer o que vem do pedaço de terra que tem café, abóbora, milho, aipim, banana da terra, pimenta, porcos, aves, peixes e mais um bocado de diversidades.

Das mãos da Tereza também saem alimentos que vão para escolas Municipais de Nova Venécia, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Faço de tudo um pouco, planto, colho e ainda, tem a dupla jornada da mulher, que é cuidar do lar. Se já encontrei preconceito por ser mulher e trabalhar na roça? Claro, nós mulheres precisamos enfrentar muitas coisas, são muitos desafios”, diz.

“Para chegar aqui, aos direitos conquistados, as mulheres lá atrás tiveram que batalhar muito, elas juntas aos sindicatos e associações. Hoje, nós mulheres que trabalhamos na roça, podemos ter o salário maternidade, aposentadoria e outros benefícios. Agora, nós vamos buscando novas conquistas”

A assentada fala com muito orgulho, que é com o dinheiro que tira do que cultiva, que criou as duas filhas. “Estão formadas, fizeram faculdade. Hoje mora aqui na roça só meu marido e eu, conseguimos formar as duas”, relata.

Tereza, além de administrar a propriedade e a casa, ainda é coordenadora de comunidade, tesoureira da Associação dos Agricultores e Agricultoras Familiares de Projeto do Assentamento Travessia (AFAPAT), coordenadora da Comunidade de São Brás Assentamento Travessia e faz parte da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Venécia. “Para chegar aqui, aos direitos conquistados, as mulheres lá atrás tiveram que batalhar muito, elas juntas aos sindicatos e associações. Hoje, nós mulheres que trabalhamos na roça, podemos ter o salário maternidade, aposentadoria e outros benefícios, isso nos era negado, mas foi graças o que essas mulheres fizeram, que podemos ter esses direitos. Agora, nós vamos buscando novas conquistas”, reflete.

Planejando um aumento de safra por ter investido em nova lavoura, a agricultora relata que, como planta, colhe e tem criação de suínos e aves, e não tem necessidade de comprar nada disso na rua. “Nesse Dia das Mulheres eu aproveito para homenagear a minha mãe, a dona Maria de Lourdes da Costa. Essa sim merece homenagem, criou cinco filhos sozinha, trabalhando na roça, sol a sol”, descreve.

“Homenagem merece a minha mãe (D), criou cinco filhos sozinha e trabalhando na roça”, diz Tereza

“Já ouvi muitos preconceitos, inclusive que não daria certo”

Vanuza de Vasconcelos Elias, 46, tem junto ao marido, uma propriedade de 16 alqueires, no Córrego da Assembleia, onde também mora os filhos.

Há 30 anos, Vanuza trabalha com plantio. O sítio tem pimenta, café, e a família trabalha nisso toda junta, mas ela, administra sozinha um roseiral com mais de 4 mil pés, Já tendo tido um plantio de mais de 17 mil. “Tem muito preconceito em relação a mulher, e a mulher que trabalha no campo, não está fora disso. Ouço muitas piadas. Quando comecei, me falavam que não ia dá certo, que seria meio que errado, ou, que não era coisa de mulher. Ouvi que não seria um trabalho, que seria passatempo, coisa à toa. Não dei ouvidos, e enfrentei todas as dificuldades e “, relata.

“Tem muito preconceito em relação a mulher, e a mulher que trabalha no campo, não está fora disso. Ouço muitas piadas, inclusive que não seria um trabalho, que seria passatempo, coisa à toa. Não dei ouvidos, e enfrentei todas as dificuldades”

Para completar a jornada, Vanusa também cuida da casa, é tesoureira da Associação de Produtores de Flores de Nova Venécia (Agroflores), onde já foi presidente por dois mandatos, e faz parte da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Venécia.

» Vanuza de Vasconcelos Elias, agricultora e moradora do Córrego da Assembleia

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