sábado, julho 20, 2024
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ONG Voluntários do Bem completa nove anos salvando vidas

Organização Não Governamental está em campanha para cadastro de medula óssea para a veneciana Esther Pratti de Souza, de 09 anos. Através da ONG, o morador de Jaguaré, Sandro Coutinho, foi doador em Belo Horizonte e afirma: “É muito emocionante poder ajudar a salvar uma vida. Se me chamarem, estou pronto novamente a doar”, diz

A Ong Voluntários do Bem completou no dia 17 de junho, nove anos de existência e, de lá para cá, a organização não-governamental já realizou mais de 2,5 mil cadastros de medulas ósseas, sem contar nas centenas bolsas de sangue.

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“Nossas campanhas, com certeza, já salvou muita gente. O processo de doação de medula óssea, por exemplo, é algo sigiloso, só é revelado após dois anos da medula transplantada e, com a autorização do doador e do receptor, somente assim, as duas partes tem a possibilidade de saber a identidade um do outro. Mas, não importa saber quem, o que importa é sabermos que estamos trabalhando e salvando vidas. Estas medulas cadastradas por aqui, pela ONG, estão disponíveis para qualquer lugar do mundo. Essa é a verdadeira frase de, fazer o bem, sem olhar a quem”, fala Silmar Barbosa Neres, presidente da ONG.

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Para comemorar o aniversário da Entidade, de acordo com Silmar, foram desenvolvidas três campanhas neste mês: “Junho Vermelho, com doação de mais de 40 bolsas de sangue, 75 plantios de mudas de árvores em Conceição da Barra, que abordaram o Dia Mundial do Meio Ambiente e, a outra campanha, cadastros de medula óssea para a menina Esther Pratti de Souza, que precisa de um transplante para tratar uma leucemia. Quero lembrar que a ONG tem uma pareceria com o Hemoes de São Mateus e vamos realizando campanhas aonde somos requisitados”, diz Silmar.

Quanto foi lançada, em 2015, a ONG tinha objetivo o trabalho de recursos hídricos, meio ambiente, qualidade de vida do idoso e saúde do adolescente, e depois, mudou o foco para o cadastro de medula óssea e, consequentemente, doação de sangue, em 2016. “È com muita satisfação que destacamos que fomos homenageados com o Prêmio Notícia 2023, e o segundo lugar no Prêmio Biguá de Sustentabilidade da Rede Gazeta 2023. A ONG conta com 23 associados, em toda região e temos extensão em Guriri, Boa esperança, e Nestor Gomes”, afirma Silmar.

» Plantio de 75 mudas de árvores foi realizado pela ONG em Conceição da Barra
» ONG realiza campanhas para doação de sangue, em pareceria com Hemoes São Mateus

Doação em Belo Horizonte

“Moro em Jaguaré, fiz o cadastro de medula óssea com a Ong Voluntários do Bem. No início, quando me ligaram, eu não acreditei na ligação, pois foi restrita, falaram que tinha uma possível chance de ser um doador. Fui para Belo Horizonte fazer a doação, é tudo arcado por eles. Para mim foi uma alegria, eu estava pronto para salvar uma vida, teve gente que já perguntou se dói? Dói mais para quem está com a doença, esperando uma chance para viver. Para quem doei estava com leucemia. Deus me deu essa oportunidade, e se tiver mais uma, farei de novo. Quem sentir no coração que pode salvar uma vida, faça, doe, ajude, é gratificante. Estou pronto para fazer tudo de novo, caso for chamado. Não tenham medo, e quando forem chamados para fazer a doação, todos os custos são arcados pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), tanto o do doador, quanto de um acompanhante”.
Sandro Coutinho, doador de medula óssea e agente de endemias


Dois transplantes de medula óssea e três leucemias

“Enzo passou pelo segundo transplante de medula óssea alogênico, e teve três leucemias. O primeiro transplante, sei que foi um brasileiro, mas infelizmente, não deu certo, ele foi perdendo a medula. Veio o segundo transplante, e sei que foi um alemão, já se passaram três anos que ele foi transplantado. Graças a Deus ele está bem, Enzo começou todo esse tratamento aos cinco aninhos de idade. Quem puder ajudar doando medula óssea, doar sangue, que faça. Imagine você fazer um cadastro de medula óssea e poder salvar alguém, meu filho foi salvo por alguém que não sabemos que é. Ele está ótimo agora, voltou a estudar, tem vida normal, toma medicação para hormônios somente. Se eu encontrasse esse doador iria dizer a ele toda a minha eterna gratidão, você salvou vida do meu filho. Quando fizer cinco anos que o Enzo fez esse transplante, vejo a possibilidade de saber quem foi esse doador alemão. Por enquanto estamos deixando, para não criar expectativa, pois ele já fez um transplante que não deu certo. Mas agora, já tem três anos que ele foi transplantando e tudo está correndo bem, completando os cinco anos do transplante, que é o prazo para saber se deu realmente tudo certo, quero ver se consigo saber quem foi a pessoa que salvou nosso filho”.
Deltiane Pereira Dantas, moradora do Córrego da Areia, mãe do Enzo Sperotto Lasaro, 14 anos


Esther tem leucemia e aguarda medula óssea compatível

“A Esther estava com sintomas gripais e sintomas de sinusite. Mas, infelizmente, os exames deram alteração no dia 14 de março. No mesmo dia fui com ela para o Hospital São José, em Colatina, e já no outro dia, pediram transferência para o Hospital infantil, em Vitória. Ela foi diagnosticada no dia 21 de março, com leucemia mieloide crônica, que necessita urgentemente, de um transplante de medula. Desde então, ela está em tratamento de imunoterapi, enquanto aguarda o transplante. Nossa rotina mudou completamente. Ela fica quase o dia todo na cama e não tem muito ânimo para brincar. Quase não está se alimentando, fico o tempo todo oferecendo algo para ela comer, mas quase não come. A campanha que a ONG Voluntários do Bem fez sábado, dia 22, foi linda, muito emocionante! Me sinto muito grata e, também, muito impulsionada pra seguir em frente, foram cadastradas 209 doadores de medula óssea. Iremos marcar uma próxima campanha, que está para ser confirmada a data. Tem muitas pessoas nos procurando porque, não conseguiram fazer o cadastro naquele dia, o pessoal está querendo nova campanha, a ONG é importante para nós. Quem puder ajudar, faça seu cadastro, a Esther precisa deste transplante para continuar viver”
Maria Aparecida Pratti da Silva, mãe da Esther Pra

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