quinta-feira, junho 13, 2024
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Pedido de propina: Secretaria de Saúde afasta servidor após operação da PF

Confira os detalhes e o que se sabe da operação

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou à Rede Notícia na tarde desta quinta-feira (23), por meio de nota, que “diante da Operação Manuscrito, realizada no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), localizado em Vitória, afastou o servidor envolvido na investigação que tem como alvo a Central de Compras e estoque da Farmácia (CAF) da unidade”.

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“A Sesa reafirma seu compromisso com a transparência e a legalidade que regem a gestão pública, colocando-se à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com a investigação em curso, fornecendo todas as informações e documentos necessários”, informa a nota.

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Ainda acordo com o governo estadual, “no encerramento do ano de 2023, a direção do HINSG identificou a necessidade de aprimorar o controle de estoque na CAF. Em resposta, foi constituída uma comissão interna com o objetivo de realizar o levantamento detalhado do estoque existente e se havia inconformidades. O relatório resultante desse levantamento já foi concluído e será devidamente entregue às autoridades responsáveis”.

Transações milionárias

De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), as empresas investigadas receberam R$ 6,2 milhões entre 2020 e 2022, sendo R$ 3,4 milhões de recursos federais destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

As investigações têm o objetivo de desarticular um esquema de desvio de dinheiro público e coletar provas para aprofundar as apurações sobre compras de materiais hospitalares. Nesta quinta-feira (23), agentes da Polícia Federal e da CGU estiveram no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória.

Com o avanço das investigações, surgiram novos indícios de possíveis crimes, como direcionamento de contratações em detrimento de processos licitatórios regulares, em benefício das empresas.

As análises realizadas apontaram a potencial prática de crimes contra a administração pública, incluindo corrupção ativa e passiva, além de direcionamento de licitações.

Operação Manuscrito

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (23) a “Operação Manuscrito”, que mira indícios de um possível esquema de corrupção, com favorecimento ilegal em licitações de recursos públicos envolvendo um grupo empresarial e o Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG).

A ação contou com a participação de 24 policiais federais e 02 auditores da CGU e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2° Vara Federal de Vitória. Os alvos, segundo a PF, têm endereços situados nos municípios de Vitória, Vila Velha e Serra, no Espírito Santo.

O inquérito policial teve início em junho de 2023, após a Polícia Federal apreender um bilhete manuscrito, contendo solicitação de propina. A partir deste documento e do aprofundamento das investigações, foram verificados fortes indícios de um possível esquema de corrupção, com favorecimento ilegal em licitações. Os fatos em apuração envolvem um grupo empresarial e um hospital público situado na Grande Vitória.
Durante a operação, foram realizadas buscas em residências e empresas ligadas aos investigados, com o objetivo de recolher provas adicionais que corroborem os elementos já colhidos e eventuais outros envolvidos. Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e peculato. As penas para esses crimes, somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

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