domingo, abril 14, 2024
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Polícia apreendeu arma e roupas usadas por suspeito na execução de cunhada em Ecoporanga

Fotos mostram Lidelson Pecla Libaino rendido após prisão, que ocorreu neste domingo (17), em Joassuba, Ecoporanga.

A Polícia Militar encontrou e apreendeu junto com Lidelson Pecla Libaino, a arma possivelmente utilizada por ele para matar a própria cunhada, Ivanalda Pereira Fernandes,  a tiro, na noite de quinta-feira (14), após ser denunciado por ela no dia anterior (13), pelo suposto crime de estupro da própria sobrinha dele. Além da arma, a PM encontrou as roupas utilizadas por ele no dia do assassinato. O suspeito foi preso neste domingo (17), em Joassuba, zona rural de Ecoporanga, no Norte do Espírito Santo. O homicídio ocorreu no Córrego Santa Rita, na cidade. Imagens às quais a Rede Notícia teve acesso, mostram o suspeito já preso.

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Ivanalda Pereira Fernandes foi assassinada.  Lidelson Pecla Libaino é suspeito do crime. Crédito: Montagem Rede Notícia

Juiz havia mandado prender assassino

Na sexta-feira (15), o juiz Ronaldo Domingos de Almeida, da Vara Única de Ecoporanga, atendeu a um pedido da Polícia Civil, e expediu mandado de prisão preventiva contra Lidelson Pecla Libaino. O magistrado destacou a prova ocular como um dos piliares para ordenar a prisão sem tempo para acabar contra o suspeito. “A decretação da prisão preventiva do acusado  se faz necessária para a garantia da ordem pública. Sendo os fatos graves, como salta os olhos, com reflexos negativos na vida em sociedade, propiciando àqueles que tomam conhecimento da sua realização, um forte sentimento de impunidade e insegurança, cabe manter o recolhimento do agente causador”, diz a decisão judicial pela prisão do suspeito.

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“É, realmente, indiscutível a gravidade dos fatos, tendo em vista que o homicídio da vítima é consequência de mais possível crime de estupro supostamente perpetrado pelo representado em desfavor da filha da vítima. Nesse diapasão, vê-se como medida adequada a prisão preventiva do representado. Entenda-se, não se tratar de clamor social, e sim de promoção de segurança pública e vida digna”, frisou o juiz Ronaldo na ordem de prisão.

Crime após denúncia de estupro

Segundo a Polícia Militar, uma equipe foi acionada na noite de quinta-feira (14), com a informação de que uma mulher havia dado entrada em óbito, vítima de disparo de arma de fogo, no Hospital Fumatre, em Ecoporanga. Testemunhas contaram que Ivanalda estava em casa, quando o suspeito chegou em uma motocicleta de cor vermelha, e sacou uma arma de fogo que estava em sua cintura, e foi em direção a filha da vítima, de 14 anos, a fim de matá-la. A filha da mulher entrou para dentro de casa, e Ivanalda e o seu esposo tentaram impedir a ação de Lidelson. Durante o conflito, Lidelson atirou três vezes em direção a Ivanalda e o marido. Um dos tiros atingiu o tórax da mulher. O criminoso ainda atirou contra vizinhos que estavam nas proximidades da casa, mas nenhuma outra pessoa foi atingida. Em seguida, Lidelson Pecla Libaino fugiu.

Uma investigação jornalística da Rede Notícia, aponta que na tarde de terça-feira (13), um dia antes do crime, Ivanalda foi à Delegacia de Polícia de Ecoporanga, e registrou um Boletim de Ocorrência contra o cunhado, Lidelson Pecla Libaino. Isso porque na última sexta-feira (08/03), Dia Internancional da Mulher, a filha de Ivanalda, de 14 anos, contou para a mãe que era estuprada pelo tio (Lidelson) desde os 5 anos de idade.

A Polícia Militar informou que foi até a casa do assassino, onde a equipe foi recebida pela companheira dele, que é irmã da vítima executada. Lá, a mulher contou que o marido trabalha em uma empresa de granito em Barra de São Francisco, e que esteve em casa por volta de 18h30 de quarta-feira (14), noite do crime, recolheu alguns pertences e se retirou, não sabendo dizer qual o paradeiro dele.

Uma investigação jornalística feita pela Rede Notícia trouxe a público que o suspeito esteve pessoalmente na manhã de sexta-feira (15), na sede da empresa em que ele mantinha vínculo empregatício, em Barra São Francisco. Questionado sobre o que o suspeito foi fazer na empresa, o advogado Iuri Santiago, que representa a Milgran Granitos, alegou que o assassino “foi bater ponto de entrada no serviço” e que ‘até então a empresa desconhecia o fato’, e que após tomar ciência do crime, o funcionário foi desligado por justa causa da empresa. Disse ainda, que a Migran lamenta o ocorrido, que acompanha de perto a apuração policial e está colaborando com a Justiça. A Milgran Granigtos também informou que vai demitir o funcionário por justa causa.

Leia a nota da Milgran Granitos, na íntegra:

“A empresa MILGRAN GRANITOS soube na manhã desta sexta-feira, 15/03, sobre o possível acontecido envolvendo seu colaborador, Sr. Lidelson, na cidade de Ecoporanga. A empresa acompanha de perto as investigações policiais, colaborando com todas as informações pertinentes ao caso. Lamentamos profundamente o ocorrido e esperamos que a justiça possa solucionar o crime o mais breve possível. Reafirmamos nosso compromisso com a ética e a moral da sociedade capixaba. Por fim, colocamo-nos à disposição das autoridades policiais para informações adicionais.”

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