quarta-feira, fevereiro 28, 2024
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Policial militar atira e mata cachorro pitbull durante abordagem em Linhares

Polícia Militar informou que cachorro mordeu cadela da corporação, e que avançou sobre policiais, o que teria, na versão da polícia, justificado o tiro.

Um cachorro da raça pitbull foi morto a tiro por um policial militar durante uma abordagem na noite desta quinta-feira (26), no bairro Araçá, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. A Polícia Militar diz que o policial atirou após o pitbull atacar uma cadela da PM e avançar contra os policiais. A cadela da PM não ficou ferida, segundo a própria corporação.

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Por nota, a Polícia Militar deu sua versão: disse que “durante o patrulhamento tático motorizado, com cão embarcado, pelo bairro Araçá, Linhares, na noite dessa quinta-feira (26), militares foram informados que em um terreno, situado atrás da unidade de saúde, estava sendo utilizado para armazenar drogas”.

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Segundo a narrativa, “a equipe foi ao local indicado e visualizou algumas pessoas paradas, no espaço conhecido como terreirão. Foi identificado que neste ponto havia um cão da raça pitbull, solto e sem qualquer tipo de coleira ou focinheira. Questionados sobre quem seria o responsável pelo animal, um homem de 24 anos afirmou ser o proprietário do cão”.

“Os militares informaram sobre as denúncias relacionadas ao tráfico e solicitaram que o indivíduo guardasse seu cão, pois seriam feitas buscas utilizando o cão da Polícia Militar, especializado no faro de armas e drogas. O homem questionou os policiais sobre o motivo de ter que prender seu cão, alegando não concordar com a ação policial, que segundo o mesmo seria desnecessária”, alega a PM, por nota.

Ainda segundo a nota da Polícia Militar, “ele foi novamente orientado a recolher seu animal e assim o fez, levando o cão para o interior de um quintal. Foram iniciadas as buscas com a cadela Pantera e a semovente apresentou mudança de comportamento, indicando um primeiro ponto, onde foi arrecadada uma carga contendo 18 buchas de maconha, escondidas entre um monte de entulhos, juntamente com uma balança de precisão. As buscas continuaram em outro ponto do terreno e a cadela indicou um buraco no chão, onde foram apreendidas 63 pedras de crack”.

“Neste momento, os militares ouviram uma pessoa, do sexo masculino, gritar e imediatamente o cão pitbull saiu pelo portão do quintal onde estava preso, passou ao lado de seu proprietário, que se encontrava de pé ao lado do portão e começou a atacar a cadela policial, na via pública, desferindo-lhe algumas mordidas. No intuito de separar e retirar a cadela policial, aproximaram-se dois militares, ambos condutores habilitados da cadela policial e neste momento o pitbull virou-se na direção de um dos militares e avançou na tentativa de mordê-lo. Para cessar a iminente agressão, bem como resguardar sua integridade física, o militar efetuou um disparo, fazendo com que o cão interrompesse o ataque”, informou a Polícia Militar.

Conforme a PM, “imediatamente, o cão policial foi recolhido. Ao se aproximar do pitbull, na tentativa de prestar-lhe socorro, foi verificado que ele estava sem sinais vitais. O proprietário do cão, visivelmente alterado, passou a incitar os populares a investir contra a guarnição e neste momento foi solicitado o apoio de outras equipes. Indivíduos que se encontravam na rua lateral, passaram a arremessar pedras na direção dos militares, acertando a viatura da Força Tática, vindo a danificar o acrílico da lanterna traseira do lado do motorista. Os militares iniciaram uma incursão na tentativa de alcançar estas pessoas, contudo, os suspeitos fugiram e não foram localizados”.

Por fim, a Polícia Militar informou que o proprietário do cão pitbull foi abordado e durante a busca pessoal, foi localizada a quantia de cem reais em espécie. Ao realizar consulta de antecedentes criminais, foi constatado que ele possuía diversas passagens anteriores. Ele foi encaminhado para a 16ª Delegacia Regional. Na verificação visual preliminar a cadela policial não apresentou nenhum tipo de lesão externa.

A Rede Notícia demandou informações e posicionamento da Polícia Civil, que não deu retorno até a publicação deste texto.

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