segunda-feira, abril 15, 2024
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Prefeitura de Jaguaré realiza palestra de orientação sobre combate ao caramujo africano

A Prefeitura de Jaguaré, por meio das secretarias de Agricultura e de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, realizou nesta terça-feira, 29, uma palestra de informação e orientação para os produtores rurais do município sobre a infestação do caramujo africano (Achatina Fulica).

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O evento contou com o vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente Elder Sossai, os secretários, Pedro Drago de Agricultura, Tânia Pariz da Saúde, Maria Aparecida Costalonga da Educação, além do presidente da Câmara Municipal, Jean Costalonga, e os vereadores Ricardo Barros, Jair Sandrini e Tininha. Também estiveram presentes o presidente do Sindicato Rural Patronal, Jarbas Nicoli e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, João Carlos Souza Lopes.

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O prefeito Marcos Guerra não pode estar presente, pois, estava em Vitória participando de evento do Governo do Estado. A Prefeitura do município assim que identificou o problema da infestação de caramujo africano determinou aos secretários e equipe técnica que realizassem estudos iniciais para combater a infestação.

As primeiras ações resultaram na palestra dessa terça-feira com o engenheiro agrônomo, Doutor em Entomologia e pesquisador do Incaper, Renan Batista Queiroz, que destacou a importância de se buscar conhecimentos iniciais para facilitar o combate à praga.

“É preciso saber, entre outras coisas, como ela chegou aqui, como cresceu, o comportamento e as medidas de controle à base de isca pra fazer o controle. O intuito é a redução da infestação, é preciso que todos os produtores estejam imbuídos em fazer a redução dessa infestação. Esperamos que com o tempo mais quente e seco nos próximos meses, a população do caramujo diminua um pouco. Mas é preciso fazer o controle agora”, alerta.

Renan explicou que o caramujo é uma praga exótica e foi introduzida no Brasil em 1988, a partir do Paraná.  A espécie possui alto potencial reprodutivo, pode produzir cerca de 400 ovos/ano e é hermafrodita, tem facilidade de adaptação ao meio ambiente e vice vive de 3 a 5 anos. A infestação na região pode ser explicada pelas frequentes chuvas dos últimos meses, pois a alta umidade e a matéria orgânica no solo favorece a adaptação do molusco, que é herbívoros e se alimenta de cerca de 500 espécies de plantas: banana; hortaliças; abóbora; mamão; café; cacau e outros.

O pesquisador destaca também que iniciativas como a da Prefeitura de Jaguaré são importantes para conscientizar o maior número possível de produtores rurais.

“Essa estratégia de reunião, de palestra, de conversa de campo é muito importante, pois você consegue reunir um grande número de produtores e oferecer esse nivelamento de informações, para que o produtor possa fazer ações corretas em suas propriedades e ajudar outros produtores, ressaltou o pesquisador do Incaper.

O vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente, Elder Sossai lembra que a Prefeitura já vem acompanhando o problema há tempos e que a partir de agora é preciso unir forças.

“Agora é ação e encaminhamentos. Já conversamos com os municípios vizinhos que estão com esse problema também e já esperávamos essa demanda dos produtores. Então, agora vamos sentar com os sindicatos, vereadores e produtores para irmos até o Governo do Estado ver o que pode ser feito em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura”, afirmou.

O secretário de Agricultura, Pedro Drago também afirmou já estar acompanhando os problemas causados pela infestação do molusco e conversando com parceiros em busca de soluções.

“Já participamos de outro evento sobre esse assunto e sabemos que é de muita importância para nossos agricultores. Nós precisamos conscientizar os agricultores com a ajuda dos sindicatos e outros parceiros, pois essa é uma praga que chega e ameaça não somente a Agricultura, mas também a saúde humana. Uma ideia é fazer uma reunião entre os órgãos mais ligados, os sindicatos dos trabalhadores, dos produtores, Incaper, Idaf, Secretaria de Agricultura e do Meio Ambiente, pra ver em que o Estado pode nos ajudar”.

Presente no evento, a produtora rural da comunidade de Barra Seca Velha, Jakeline Mion, considera de fundamental importância eventos desse nível, pois, os produtores podem relatar as situações que estão vivendo.

“Na verdade, temos lidado com esse problema há bastante tempo. E esse evento é uma oportunidade de informar a real situação para as pessoas que podem nos ajudar a resolver. Nós precisamos de uma ajuda urgente, pois muitas roças estão cheias de caramujo. Mas, sabemos que é um problema nacional, pois, o café e a pimenta são para exportação”, afirmou.

O presidente da Câmara, Jean Costalonga, também faz coro à união de forças. “Nós vamos junto com o Executivo, as secretarias e nosso apoio jurídico fazer um estudo, uma rodada de conversa para ver com o Governo do Estado a possibilidade dentro da legalidade pra ajudar os produtores rurais, não só na aquisição das iscas, mas também no manejo correto pra evitar que esse problema se espalhe ainda mais no município”.

Melhor orientação no combate ao caramujo é uma forma de ajudar a todos os produtores, como afirma o agricultor Romar dos Santos Marinho. “Este evento é de muita importância pela gravidade que é o problema. É realmente uma questão de saúde pública, pela transmissão de doenças e pelo prejuízo que pode causar à agricultura do município que é o carro chefe da nossa região.

O caramujo africano pode transmitir duas formas de doença grave: a meningite eosinofilica e angiostrongilíase abdominal. A apresentação detalhada dp engenheiro agrônomo Renan Batista pode ser baixada aqui.

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