domingo, fevereiro 25, 2024
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Quem são os réus pelas mortes do segurança em São Gabriel e de “Manelão” em São Domingos

Os crimes se conectam, pois segundo o MPES, o segurança foi morto nove dias após Manelão, para "queimar arquivo". Veja quem é quem

A morte do segurança Denilson Lorenzoni Júnior, de 19 anos, completou 6 meses, na última quarta-feira (7). O jovem foi assassinado após ser atraído para uma emboscada, na noite do dia 7 de de agosto do ano passado, após sair de uma autoescola em São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo. O corpo dele foi achado por pescadores sete dias depois, no dia 13 de agosto, boiando no Córrego Braço Sul, em São Domingos do Norte. No corpo, conforme a perícia constatou, havia duas marcas de tiros na cabeça da vítima. Gerson Nunes Pereira, conhecido como Ge Nunes foi preso acusado de matar o segurança que era amigo dele. O motivo seria “queima de arquivo”, já que Denilson teria descoberto que Ge Nunes estava envolvido na execução de Manuel Alves Ribeiro, de 59 anos, o “Manelão”, pai do secretário de Obras de São Domingos do Norte. O crime ocorreu no dia 29 de julho do ano passado, e teve ampla repercussão na imprensa. A Rede Notícia apurou, que Ge Nunes queria impedir que a informação vazasse, já que além dele, havia um grupo envolvido na morte de Manelão, em São Domingos. Nome a nome, veja quem são os réus envolvidos no assassinato de Manelão:

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  • DOUGLAS DE OLIVEIRA LOURES, vulgo D2 BOLDO
  • EDUARDO DOS SANTOS DE OLIVEIRA, vulgo DUDU
  • EZEQUIEL FIGUEREDO DOS SANTOS, vulgo RICK ou HENRIQUE
  • RAHY PEREIRA DE SOUZA PIMENTA, vulgo RAI
  • GERSON NUNES PEREIRA, o Ge Nunes, também conhecido como GELSINHO ou COROA
  • JUDICAEL DOS SANTOS FERREIRA FILHO, conhecido como “KEL BAIANO” ou “LULINHA BAIANO”

Todos são réus estão presos por homicídio qualificado, mediante promessa de pagamento, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPES), Douglas, motivado pela promessa de recompensa de um homem identificado como “Lulinha Baiano” (que seria o jogador Judicael dos Santos Ferreira Filho), teria efetuado os disparos que ceifaram a vida de Manelão, ao passo que os denunciados Rahy e Ezequiel, cientes da intenção do terceiro (“Lulinha Baiano”) teriam intermediado o contato entres eles, com registro de que Rahy ainda teria transferido a quantia de R$ 100 a Douglas após a prática do crime, para que ele se hospedasse em um hotel de São Domingos do Norte. De acordo com o MPES, Ge Nunes teria sido a primeira pessoa a receber o executor (Douglas) quando chegou na cidade de São Domingos do Norte e teria sido encarregado pelo mandante do crime ( o jogador Judicael dos Santos Ferreira Filho, o Kel Baiano) a passar as primeiras instruções a Douglas. Já Eduardo, segundo a denúncia, foi o responsável por buscar Douglas na rodoviária e o levar até a casa do acusado Ezequiel, bem como teria, a mando de Ezequiel, escondido a submetralhadora utilizada no crime na parte externa do local dos fatos e, ainda, teria permanecido no local do crime junto com o executor até o momento dos disparos.

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Mandante

Kel Baiano, de 29 anos, foi preso na cidade de Patos, no sertão da Paraíba. Crédito: TV Naça

Além dos citados, que constam como réus no homicídio de Manelão, segundo o Tribunal de Justiça (TJES), o jogador de futebol Judicael dos Santos Ferreira Filho, conhecido Kel Baiano, ou Lulinha Baiano, foi preso na cidade de Patos, na Paraíba, no dia 28 de outubro do ano passado, suspeito de ser o mandante do assassinato de Manelão. Na época, a defesa negou a participação dele no crime.

Ge Nunes – réu nos dois homicídios

Ge Nunes virou réu em dezembro do ano passado, no processo em que ele é acusado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MPES), da execução do segurança Denilson Lorenzoni Júnior, de 19 anos. Todos os dois processos, da morte do segurança, e da morte de Manelão, correm na Justiça de São Domingos do Norte, pois ambos os crimes, foram cometidos naquele território.

Ge Nunes está preso. Morador de São Gabriel da Palha, ele é suspeito da morte de Manelão e de Denilson Júnior. Crédito: Redes sociais / Montagem Rede Notícia

A reportagem tenta contato com as defesas dos réus nos dois casos, citados no texto. O espaço segue aberto.

Morte de segurança

Denilson Lorenzoni Júnior, de 19 anos, trabalhava como segurança. Crédito: Acervo pessoal / Montagem Rede Notícia

Denilson Lorenzoni Júnior, de 19 anos,  saiu de casa no início da noite de uma segunda-feira (07/08/2023), para participar de uma aula em uma autoescola em São Gabriel da Palha. Na saída da autoescola, o rapaz foi gravado por câmeras conversando com alguém ao telefone. Para a investigação, foi Ge Nunes quem ligou para Denilson, que era amigo dele, e o atraiu para buscá-lo em São Domingos do Norte. Na volta, Ge Nunes executou a vítima e jogou o corpo dele no Córrego Braço Sul, na zona rural de São Domingos do Norte.

Foto mostra local onde corpo foi encontrado, em um rio, na Zona Rural de São Domingos do Norte. Crédito: Leitor / Rede Notícia

Na decisão que o tornou réu, o juiz Ronaldo Domingues de Almeida, detalha que há prova da materialidade delitiva e indícios de autoria, consubstanciados nos depoimentos da mãe da vítima e sobretudo nas informações obtidas a partir de quebra de sigilo dos dados telefônicos e telemáticos de onde se extraem informações de que o acusado estava posicionado no mesmo dia, intervalo de hora e local em que estava posicionada a linha telefônica de onde partiram as mensagens que avisaram a genitora da vítima sobre o paradeiro de seu corpo.

Imagem mostra local onde corpo foi encontrado. Crédito: Leitor / Rede Notícia

De acordo com o magistrado, além disso, ressalta-se que o acusado foi condenado pela prática de crime de tráfico de drogas, pronunciado pelos crimes de homicídio qualificado e associação para o tráfico de drogas e respode,  a outra ação penal onde é apurado o homicídio de Manuel Alves Ribeiro o que, segundo o juiz, “demonstra o envolvimento reiterado do acusado com práticas criminosas, indicando que faz do crime seu meio habitual de vida, assim sua liberdade, pelo menos no atual momento, importa intranquilidade social pelo risco concreto de que venha a se envolver em novos delitos, relacionados ou não ao episódio em tela, de sorte que se torna necessária a decretação da prisão preventiva do representado, a fim de garantir a ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal pois em liberdade o investigado poderá se evadir do distrito da culpa e até mesmo intimidar testemunhas, frustrando eventual aplicação da lei penal”, disse o juiz Ronaldo Almeida, na decisão que tornou Ge Nunes réu e o manteve preso.

Morte de “Manelão”

O motivo da morte do segurança seria a descoberta dele do envolvimento de Ge Nunes na morte de Manuel Alves Ribeiro, de 59 anos, ocorrida no dia 29 de julho de 2023. Ge Nunes queria impedir que Denilson vazasse a informação que levaria à descoberta de todo o grupo criminoso envolvido na morte de Manelão.  Segundo a investigação, Manelão atuava como agiota, uma pessoa que oferece empréstimos com condições à revelia da lei.

Manuel Alves Ribeiro. Crédito: Montagem / Rede Notícia

Segundo a investigação, Manelão estava em uma festa de aniversário que reunuiu poderosos de São Domingos do Norte, no dia  29 de julho do ano passado. O assassino chegou, fingiu ser convidado, esperou Manelão entregar a criança que ele segurava no colo, e o matou a tiros. A prefeita de São Domingos do Norte, Ana Malacarne, revelou ao repórter da Rede Notícia, Wilson Rodrigues, em 31 de julho de 2023, que estava na festa, e saiu do evento cerca de cinco minutos antes do crime. Segundo ela, ao chegar em casa, recebeu uma ligação reportando o crime.

Assassinato de Manelão 

Execução de Denilson Júnior

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