segunda-feira, abril 15, 2024
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“Queria dormir, agora dormiu”, disse PM após matar vizinho que reclamou de farra

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“Queria dormir, agora dormiu”, disse PM após  matar vizinho que reclamou de farra
Guilherme Rocha (sem camisa) foi assassinado pelo PM Lucas Torrezani de Oliveira (de camisa). Crédito: Reprodução / Redes sociais
Lucas Torrezani de Oliveira, de 28 anos, é suspeito de matar a tiro o vizinho Guilherme Rocha, de 37 anos. Crédito: Redes sociais

Réu acusado de matar o vizinho que reclamou da farra durante a madrugada, o soldado da Polícia Militar Lucas Torrezani de Oliveira, de 28 anos teve, a frieza de se manifestar em um grupo no WhastApp, no dia seguinte ao crime dizendo, “ele queria dormir, agora dormiu”. A informação consta na decisão da Justiça que acolheu da denúncia do Ministério Público (MPES) contra o militar e o amigo dele, Jordan Ribeiro de Oliveira.

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Guilherme Rocha, de 37 anos, assassinado por vizinho PM. Crédito: Redes sociais

O músico Guilherme Rocha, de 37 anos, morreu na área comum do condomínio, onde ocorria a confraternização com som alto promovida pelo militar. O crime aconteceu em 17 de abril deste ano, e foi registrado por uma câmera de segurança, que mostra o momento em que a vítima é agredida com uma coronhada na cabeça pelo soldado da PM, e em seguida, empurrado pelo comparsa, Jordan, No chão, Guilherme foi baleado. O policial militar termina de tomar a bebida vendo a vítima agonizar. Veja:

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Vídeo mostra músico sendo assassinado por PM em condomínio. Crédito: Polícia Civil

No despacho em que acolheu a denúncia contra os dois réus, a juíza Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage, da 1ª Vara Criminal de Vitória, argumentou que “a forma de execução do crime demonstra que o acusado conta com personalidade desprovida de sensibilidade moral, sem um mínimo de compaixão humana, não valorizando, o semelhante de forma a ser possível a convivência social de modo que a imposição de sua custódia cautelar se mostra necessária para preservação da ordem pública e da instrução processual, pois presente a possibilidade de repetição da conduta em virtude do acusado novamente consumir de bebida alcoólica na posse de arma de fogo e, com isso, perder o autocontrole e voltar sua frustração contra outra pessoa por mero desentendimento”.

A juíza adverte que o policial militar “é pago com limitados recursos públicos para combater o crime e não para praticá-lo”.

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