quinta-feira, fevereiro 29, 2024
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Rede Notícia entrega doações de campanhas em Nova Venécia e Vila Pavão nesta sexta-feira (24)

Mais um ano a Rede Notícia entra em ação para tentar tornar o Natal de famílias venecianas e pavoenses, um pouco mais confortável.

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As histórias, desta vez, são da Ione Correia dos Santos, de 25 anos, que tem cinco filhos; da Sabrina Rocha Henrique, 19, que é casada, e tem dois filhos; da Diéssica Elias Santos, 28 anos, que desempregada, moradora de Vila Pavão, mãe de três crianças; e do José Carlos, lavrador, casado, pai e acamado.

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Nesta sexta-feira (24), véspera de Natal, a Rede Notícia vai fazer as entregas das doações recebidas, mas ainda dá tempo de você ajudar. Para isso, basta procurar a sede da Rede Notícia durante esta quinta-feira (23).

Abaixo, você pode conferir as histórias das quatro famílias, todas elas, contadas pela jornalista, Cíntia Zache:

“Meu sonho no Natal é comer bombom e beber Coca-Cola”, diz criança moradora do Bethânia

A Ione Correia dos Santos mora no bairro Aeroporto, em uma pequena casa alugada, sem geladeira, sem televisão, e nem ao menos, um botijão de gás tem. O aluguel está com um mês de atraso, no valor de R$ 200. Sozinha, ela vem criando os cinco filhos com idades de 7 anos (menina), 5 anos (menino), 2 anos (menina), um ano (menina), e um mês (menino).

A moradora do Aeroporto contou que vende artesanato de vez em quando, mas conta que o dinheiro não dá para quase nada. Sem gás em casa, Ione cozinha no fogão improvisado à lenha, mas com a chuva dos últimos dias, o local onde ela faz comida, molhou e não há como cozinhar mais nesse momento. “Estou indo à casa da minha sogra para fazer a comida, com a chuva, molhou o fogão. Ganhei uma cesta básica da prefeitura, a cada três meses, pego uma. É o que tenho ainda no momento para dar aos meus filhos”, fala.

Com mais de seis meses que não come carne, a artesã afirma que ficaria muito satisfeita, se comesse uma galinha no Natal, e que queria ter um doce para dar as crianças. “O presente eu não tenho como dar, se tiver alguma festa na comunidade aqui, eu os levo, será a única oportunidade que eles terão de ganhar algo”, fala.

A filha mais velha da moradora do Aeroporto, também foi entrevistada por nossa equipe de reportagem, e falou que tem o sonho de ter uma bicicleta para brincar com os irmãos, mas que iria ficar feliz também em poder comer bombom nas festas natalinas e tomar uma Coca-Cola, coisa que ela não experimenta faz muito tempo, segundo ela. No momento em que a menina citou o refrigerante e o bombom, a mãe dela a chamou atenção, afirmando ser algo demais a se pedir, e que não tem necessidade disso.

Em uma casa muito simples, sem poder desfrutar de conforto algum, com apenas um quarto, banheiro e cozinha, sem quase nada, a família conta com poucos alimentos que ainda restam. Roupa para uso pessoal, calçado, roupa de cama, também são itens que faltam. O leite que ainda resta para as crianças é o que veio na cesta básica que a Ione ganhou. Fralda tamanho P e G, também sé escasso na casa.

Uma das respostas que a Ione deu durante a entrevista, é que gostaria de ter um emprego, para dar uma vida melhor aos filhos.

Vivendo com muita dificuldade junto aos cinco filhos, a família está com dois talões de energia e água atrasados, somando um valor de R$ 70. Essas contas são divididas com a casa da frente, Ione mora nos fundos.

Quem puder ajudar a família da Ione e seus cinco filhos, o endereço dela é: Rua Manoel Alves, s/n°, atrás do Edson Supermercado (terceira casa, residência dos fundos), ou entrar em contato com a agente de saúde, já que a Ione não possui telefone: 99940-5532.


“Queria um panetone, nunca comi”

Sabrina Rocha Henrique, 19, que é casada, e tem dois filhos: uma menina de três anos e o menino, de dois.

Morando na casa que era da mãe, no bairro Betânia, o marido é quem sustenta a casa, com serviço de montador de móveis. A residência apresenta goteiras no banheiro e precisa de reforma, mas esse, não é o mais agravante problema de todos da família. A energia deles está cortada, e estão com oito talões de atrasados, de R$ 1,425, mais nove de água, de R$ 989.

A comida para eles é pouca, as crianças precisam de leite e alimentos como biscoito. “A gente come só ovo e salame, é o que dá para comprar, tem mais de seis meses que não comemos carne. Meu marido pesca e, às vezes, traz peixe. Mas eu não reclamo, agradeço a Deus pelo pouco que tenho, por ter ao menos pouco para comer. Televisão também não temos, estou com uma emprestada”, explica.

O café da manhã da família não é como de muitos, não tem pão, não tem biscoito, e o cafezinho puro, é o que alimenta a casa. Sobre o dia de Natal, a dona de casa relata que gostaria de comer algumas comidas gostosas. “Um estrogonofe, ou feijão tropeiro e um panetone, nunca experimentei, gostaria de saber o sabor”, diz.

Durante a entrevista, contando a rotina familiar, Sabrina relatou que voltou a estudar. Ela está no 8° ano, na EEEM Dom Daniel Comboni (Estadual), e também está fazendo curso de informática. “Tive filho cedo e precisei parar, mas nunca esqueci os estudos. Agora que eles cresceram um pouco, retornei para escola, para realizar meu sonho, quero ser professora, e quem sabe, de música!”, fala.

O curso de informática da Sabrina é pago pelo marido, que deixou de quitar os talões de energia e água, para tentar realizar o sonho da esposa. A casa da família falta roupa de cama, roupa para as crianças e calçados, fralda tamanho XG. “Às vezes temos pouca comida, quase nada, mas agradeço por tudo, vou terminar meus estudos e dar uma vida melhor para os meus filhos, eu não desanimo, a fé sempre é maior”, relata.

Quem quiser ajudar a família da Sabrina, o endereço é: Rua 6, bairro Bethânia. Telefone: 99841-5145.


Operado e sem trabalhar

Acamado, o lavrador José Carlos de Souza, 40, é mais um caso de uma família que passa necessidades. morador de Vila Pavão, no Córrego de Boa Fé, a 15 quilômetros da cidade, ele já passou pela quinta cirurgia após um acidente de trabalho, que aconteceu há mais de dez anos. De lá para cá, o lavrador não poderia trabalhar em serviço pesado, mas, para manter a casa, é o que ele faz. “Eu não poderia fazer serviço pesado mais, só que não tenho outra opção. O que temos em casa foi o CRAS quem deu, uma cesta básica. Está acabando. O patrão deixa eu pegar ovos aqui na roça, moro na casa da propriedade, a gente tem umas raízes plantadas e vai comendo”, diz.

José Carlos e a esposa, a Itamara Roncon Dias, 22, têm um menino de 11 anos em casa, que é filho dele, e a irmã dela, de 13. “Ele adora churrasco, é o que ele queria comer no Natal, ele pede às vezes, mas, entende que não temos como comprar. Tem quase um ano que não comemos carne vermelha aqui. Meu patrão me deu o bofe e um bucho, quando ele matou um gado, ajudei. Depois disso, nunca mais”, fala.

Mesmo com sequelas de um acidente de trabalho, José Carlos nunca recebeu benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A renda vem de quando ele pode trabalhar. “Quando posso, trabalho dois ou três dias. “Fui fazer um serviço pesado e tenho uma hérnia aberta no local da cirurgia, infeccionou, vou ter que operar de novo, estou na cama”, explica.

O lavrador afirma que o sonho dele, realmente, seria melhorar e voltar a trabalhar, para sustentar a família. “Não quero nada para mim, é para as crianças. No almoço temos o que tem na cesta, que é o arroz, feijão, e o ovo é daqui. Elas (crianças) pedem leite com achocolatado, coisas de criança, mas, não temos como ter”, relata.

O casal conta que, para ir à escola, o menino e a menina enfrentam quase quatro quilômetros de caminhada, entre sol e chuva, e de estomago vazio.

Além de alimentos, o José Carlos precisa de remédios e roupa de cama. A família não sabe como vai passar o Natal, já que a cesta que ganhou está acabando. “Fica difícil não poder trabalhar e não poder sustentar a minha família, é triste, ainda mais nessa época. Presente eles não vão ter, nem sei se comida terão”, fala.

Quem puder ajudar, a família mora no Córrego de Boa Fé, onde as doações podem ser entregues, ou, na casa do empregador do José Carlos, que fica perto dos Correios, em frente ao Incaper de Vila Pavão (José Simonassi ou Geraldo). Informações: 98143-0771 (José Carlos).


“Coloco bem pouco em meu prato para sobrar mais para as crianças”

“Algumas vezes não tínhamos nada para comer, já aconteceu esses tempos, e as crianças pedindo comida, eu não tinha o que fazer, único alimento em casa era o leite materno, para meu bebê, passamos fome mesmo”. Essa é a realidade da Diéssica Elias Santos, 28 anos, que desempregada, moradora de Vila Pavão, mãe de três crianças, um menino de pouco mais de um ano, e duas meninas, uma de sete e outra de 11. O marido, o Eduardo Souza Almeida, 31, é lavrador, trabalha e ganha por dia na roça. De acordo com a esposa, há dias que não tem serviço.

Em uma pequena casa alugada no valor de R$ 300, a família vem vivendo uma situação difícil. No café da manhã não há pão, biscoito, nada para comer. As duas únicas refeições são no almoço e na janta, e bem regrado, sendo únicos alimentos na residência, doados mês passado pela Secretaria Municipal de Ação Social. “A cesta básica que ganhamos já está acabando. Comemos arroz, feijão e salame. Coloco bem pouco em meu prato, para sobrar mais para as crianças, mas mesmo assim, vai pouco ao prato deles também. Fazer o que? Tenho que dividir, para que eles tenham um pouco de comida para amanhã”, diz Diéssica.

A moradora de Vila Pavão relata que há dois meses teve o benefício do Programa Bolsa Família, atual Auxílio Brasil, cortado, o que prejudicou nas despesas da casa. Sobre o Natal, ela disse que as crianças não vão ganhar nada, mas pedem uma caixa de bombom, já que brinquedo é um sonho ainda mais distante para eles. “Claro que meus filhos gostariam de ganhar brinquedos, mas nem comida temos, há mais de seis meses que não sabemos o que seja comer carne”, desabafa.

Além de alimentos e leite para as crianças, a família precisa de roupa de cama, e fralda tamanho G.

Quem puder ajudar, as entregas podem ser realizadas na casa da Diéssica, que no momento não tem celular para contato. Endereço: Escadaria 1° de Maio, 20 – Centro – Vila Pavão.

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