terça-feira, junho 18, 2024
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Sedu conclui que Wemerson Nogueira usou diploma falso. Professor Nota 10 se defende e diz estar sofrendo perseguição política

A Corregedoria da Secretaria Estadual de Educação (Sedu), concluiu que Wemerson Silva Nogueira, que ficou conhecido como Professor Nota 10, utilizou diploma falso para atuar na rede pública de ensino.

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Segundo a conclusão do processo administrativo, Wemerson nunca se matriculou na instituição que ele afirma ter estudado.

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De acordo com o corregedor da Sedu, Tarcísio Gobio, Wermerson fez vestibular para graduação em química, na Universidade metropolitana de Santos, que possui polo em Mucurici, mas sem se matricular, não realizou as aulas. Além disso, ele se inscreveu para o vestibular de ciências biológicas, mas não compareceu para realizar a prova de acesso.

Ainda segundo Tarcísio, durante a investigação, chamou a atenção, o local onde Wemerson disse ter ido para realizar as provas, em Pancas, que não possui polo da universidade. Wemerson ficou conhecido por ter sido o primeiro capixaba a concorrer ao prêmio Global Teacher Prize, considerado o prêmio Nobel da educação, em 2017. Ele exercia o cargo de professor em designação temporária, na Escola Estadual Antônio dos Santos Neves, em Boa Esperança, onde desenvolveu com os alunos do 8° ano, o projeto Filtrando as Lágrimas do Rio Doce, trabalho que o fez ser reconhecido internacionalmente. Além do processo administrativo feito pela Sedu, Wemerson é investigado pelo Ministério Público.
Após a finalização, a Sedu encaminhou o processo para o Conselho Estadual de Correção, da Secretaria Estadual de Controle e Transparência.

Wemerson pode ter que devolver todo dinheiro recebido nesse tempo e pode ficar por cinco anos impedido de pleitear qualquer cargo no Governo.

“É uma perseguição política”, diz Wemerson

Em visita à redação de A Notícia na tarde de ontem, Wemerson se defendeu das acusações.

“Eu sigo confirmando a transparência e afirmando que, de fato, eu estudei e cumpri todas as exigências do polo. Agora, o diploma é falso? Eu fui enganado. Eu sou vítima e se eu fui vítima, assim como tantos professores no Estado e no Brasil também são vítimas de golpes de quadrilhas como vimos alarmar nos últimos meses, quem tem que pagar por isso são eles e não eu. Agora, reafirmo: a meses atrás, a Sedu não sabia dizer se meu diploma era falso, aí agora, justamente quando coloco meu nome para deputado federal, é que ela conclui o caso? Eu não fui notificado, assim como meus advogados, não foi publicado no Diário Oficial, e aí, de repente, surge essa nota com a conclusão do caso na esfera administrativa. Tudo bem. Sei perfeitamente que isso é uma perseguição política, porque sabem da força que eu tenho, devido ao projeto que desenvolvi e, com certeza, isso é só o começo, mas eu estou preparado e vou seguir firmemente com essa transparência. Na esfera judicial, agora, eu vou recorrer. Vou apresentar todas as provas, novamente, agora, no judiciário. Nós temos tantos políticos que roubaram nosso País, que foram bandidos nessa política e tiveram todas as oportunidades, então, eu irei prezar pela minha democracia de recorrer à justiça, mas vou provar minha inocência, que eu sou vítima, assim como muitos outros professores que foram enganados por diversas quadrilhas e universidades. Sigo reafirmando isso: é uma perseguição política”.

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