sexta-feira, junho 14, 2024
spot_img
HomeDestaqueVenecianos ajudam em buscas e com doações em Petrópolis

Venecianos ajudam em buscas e com doações em Petrópolis

Apoio no resgate de vítimas, doações de alimentos, água mineral e solidariedade, são alguns dos motivos que levaram Jorginho e Vaílton auxiliar nos trabalhos ligados ao desastre

Publicidade


Os venecianos, Jorge Almeida, 37, e o Vaílton Oliveira, 48 anos, foram a Petrópolis com nova missão: auxiliar nas buscas de vítimas desaparecidas após o temporal que devastou a cidade, no último dia 15.

Publicidade

Jorginho chegou nesta quinta-feira, 25, na cidade, junto com o segundo grupo enviado pela Remar SOS. “Trouxemos alimentos, água e nosso apoio para ajudar às famílias. O cenário é de guerra, eu nunca vi um lugar tão devastado assim. Muita queda de barreira, lixo, o comércio acabado, lama, dá muita tristeza. Mas dá alegria em vê a solidariedade, o Exército está nas ruas, Corpo de Bombeiros, as pessoas ajudando. Mas, é uma coisa inimaginável, a situação é desoladora”, fala.

Jorginho já esteve atuando na tragédia de Brumadinho, em janeiro de 2019, com a mesma instituição de agora. “Para trazer as doações, fizemos campanhas em supermercados, arrecadando as doações e hoje, estamos fazendo a entrega”, fala.

A Remar SOS é uma operação da Ong Remar do Brasil e Remar Internacional, que vai em locais de difíceis acessos, em caso de tragédias e desastres naturais. “A cidade de Petrópolis está se levantando, se recuperando, tentando seguir em frente”, explica.

Para quem quiser acompanhar os trabalhos da Remar SOS, acessar: @remarbrasil.

» Jorginho esteve em Petrópolis para entregar doações junto a Remar SOS

Outro veneciano por lá

Vaílton mora em Belo Horizonte e está em Petrópolis desde o último dia 19, que foi quando chegou com veículo próprio, lotado de doações. “Trouxe água, alimentos, e muita vontade de servir ao próximo. As doações foram feitas por amigos, que sempre me ajudam nessas campanhas de solidariedade”, diz.

Em meio a um cenário devastado, o veneciano diz que presenciou por lá, muitas cenas tristes, mas uma delas, marcou demais. “Tiramos dos escombros duas crianças mortas abraçadas entre si, isso é desolador, tem que arranjar forças nem sei de onde, para continuar o serviço que estamos desempenhando aqui”, fala.

“Tiramos dos escombros duas crianças mortas abraçadas entre si, isso é desolador, tem que arranjar forças nem sei de onde, para continuar o serviço”

Vaílton Oliveira, veneciano e técnico de enfermagem do Samu e agente de saúde de Belo Horizonte

Entre as tarefas diárias, Vaílton conta que o trabalho manual tem sido desgastante e muito cansativo. “Aqui tem que ser no braço. É marreta, enxada, e muita paciência. O mau cheiro também é forte. Estamos sendo coordenados pelo Exército Brasileiro e o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Os moradores também têm sido essenciais para nós, eles nos trazem comida, água, dão o apoio”, explica.

O veneciano, que na capital mineira, é técnico de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Bombeiro Civil, e agente de saúde, há 16 anos realiza o trabalho de voluntariado, ajudando e auxiliando moradores de Belo Horizonte, e outras localidades, que necessitam de alimentos, fraldas descartáveis e outros itens. Vaílton também auxiliou nas tragédias de Brumadinho e Mariana, ambas em Minas Gerais. Já em Nova Venécia, o agente realiza campanhas com entregas de cestas básicas, serviços já divulgados por A Notícia.

O voluntariado do veneciano já virou reportagens no Jornal Hoje, da Rede Globo, Globo News, Google Play, Rede Record, Band Minas, e entre outros veículos de comunicação. Vaílton é filho da dona Neuza Oliveira, que mora no bairro Beira Rio, e Carlino Leôncio (In Memória), que era mais conhecido por Carlim Carroceiro.

» Vaílton foi para Petrópolis para ajudar nos trabalhos ligados ao desastre

ARTIGOS RELACIONADOS
Anuncie Aqui!
Publicidade

EM DESTAQUE