domingo, maio 19, 2024
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Vereador veneciano acusado de subtrair notebook da Câmara

O Ministério Público do Espírito Santo, através da Promotoria de Justiça de Justiça de Nova Venécia, ofereceu denúncia contra o vereador Ronaldo Barreira (Solidariedade).

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De acordo com a denúncia, Ronaldo subtraiu um notebook da Câmara de Vereadores do município no dia 02 de janeiro. O objeto é da marca Positivo e estava tombado sob o patrimônio de n° 501000697.

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Ainda segundo a denúncia, o vereador esteve na Casa de Leis no dia 02 de janeiro de 2017, um dia após o término de seu mandato de Presidente da Câmara, dirigiu-se até o gabinete de vereadores IV, que é utilizado pelos parlamenteares no exercício de suas funções no biênio 2017/2018, pegou o notebook e levou para sua casa. Lá, ele retirou o número de patrimônio.

Durante a investigação, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão domiciliar na residência de Ronaldo, onde um notebook com as mesmas características do bem parlamentar foi localizado. Após análise técnica, foi constatado que o objeto se tratava mesmo do subtraído.

Por fim, na denúncia, o Ministério Público pede a condenação de ressarcimento em valor mínimo de R$ 200.000,00 pelo descrédito causado à imagem dos políticos e na confiança da democracia e do sistema representativo parlamentar, principalmente nos tempos atuais da República Federativa do Brasil.

O OUTRO LADO

Procurado na tarde desta sexta-feira, dia 06, o vereador Ronaldo Barreiros esteve na redação de A Notícia, onde afirmou ser inocente.

“Quando eu entreguei a presidência da Câmara ao Antonio Emílio, na conferência dos patrimônios faltaram alguns equipamentos, como dois notebooks, um HD e um capacete. Da minha parte, eu tenho a consciência tranquila de que não tenho nada a ver com isso. A questão do computador que estava comigo, é de uso dos vereadores, tanto é que em momento algum, quando me procuraram para depor, eu neguei que o computador estava comigo. Ele é da câmara e fica disponível para o nosso uso.

O que eu entendo é que há uma perseguição forte que vem de algumas pessoas de dentro da Câmara em cima de mim. Nós assumimos a Casa num momento muito difícil. Eu volto a frisar que tenho minha consciência limpa, porque eu passei dois anos na presidência e tinha acesso a tudo. Porque no dia 1º eu iria entregar a presidência e no dia 2 roubar um notebook?

Em nenhum momento, a Comissão da Câmara me chamou para depor. As outras pessoas foram ouvidas, tanto é que o outro rapaz responsável pelo outro notebook que estava faltando fez um acordo para pagar em 10 vezes. Comigo não. Simplesmente, foram na delegacia e deram parte.

Eu estou bastante tranquilo. Vou provar minha inocência, que não tenho nada a ver com isso e que isso, simplesmente, não passa de uma perseguição política de pessoas que não gostam de mim e que estavam à frente de tudo que foi feito para me prejudicar.

Eu não preciso esconder os meus atos e as minhas responsabilidades. Respeito a decisão do Ministério Público, mas em momento algum, foi provado que eu peguei o notebook, tanto é que na Comissão foi feita na Câmara, a abriram e encerraram sem me ouvir, na qualidade de ex-presidente.

O único equívoco que pode acontecer e já aconteceu na Câmara é de, às vezes, trocarem a questão de patrimônio, mas em momento algum, eu me apossei de algum objeto da Casa”.

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