quinta-feira, maio 23, 2024
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Barco com 20 corpos em estado de decomposição é encontrado à deriva no Pará

Há a suspeita de que a embarcação estava sendo usada por haitianos refugiados.

Um barco à deriva foi encontrado por pescadores no Rio Caeté, no Pará, na manhã deste sábado (13). Na embarcação havia 20 corpos, já em estado de composição, segundo informações iniciais divulgadas pela imprensa local. As imagens foram compartilhadas em redes sociais.

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De acordo com notícia publicada pelo jornal O Liberal, há a suspeita de que os corpos seriam de haitianos refugiados. O barco foi encontrado no litoral entre as cidades de Bragança e Quatipuru, próximo ao povoado Tamatateua, em uma localidade conhecida como “barra do Quatipuru”. Bragança fica a quase 300 quilômetros de distância da capital Belém.

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A Polícia Federal (PF) informou, por volta de 16h deste sábado que peritos e papiloscopistas de Brasília estão a caminho do local.

A PF também detalhou que serão utilizados protocolos de Identificação de Vítimas de Desastres (DVI). O número de corpos e nacionalidade das vítimas ainda não foi informado. O Ministério Público Federal (MPF) abriu duas investigações sobre o caso.

Segundo a Defesa Civil da cidade de Bragança, pescadores avistaram a embarcação durante o trabalho, na Baía do Maiaú, próximo a ilha de Canelas, em Bragança, Região Nordeste do Estado, que dá acesso ao oceano Atlântico.

Ainda segundo a Defesa Civil, estão sendo mobilizados os órgãos no município e uma equipe saiu para localidade de Tamatateua, onde fica o porto mais próximo do local da embarcação.

O Corpo de Bombeiros do Pará informou que estão aguardando a maré encher, por volta de 19h deste sábado (13) para conseguirem buscar a embarcação. O Instituto Médico Legal (IML) também foi acionado para atender a ocorrência.

Em nota, a Marinha do Brasil (MB) informou que uma equipe de Inspetores Navais da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) foi acionada está apurando os elementos essenciais para abertura de investigação do Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN).

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou no início da tarde deste sábado (13) que abriu duas investigações sobre caso, uma na área criminal e outra civil.

“A investigação criminal deve focar em eventuais crimes cometidos e na responsabilização penal de autores. A investigação cível será para questões de interesse público e na proteção de direitos que não necessariamente envolvem crimes”, informou o MPF.
As investigações serão realizadas pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF para a defesa de direitos humanos.

*Com informações de jornal O Globo, g1 e O Liberal

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