domingo, maio 26, 2024
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“Diante do vício da preguiça, é preciso manter acesas as brasas da fé”, diz papa

A preguiça, segundo Francisco, é mais um efeito do que uma causa. A pessoa fica ociosa, indolente, apática. Com efeito, na raiz grega do termo acídia (preguiça) está a “falta de cuidado”.

O papa Francisco disse nesta quarta-feira (14) de Cinzas, durante a chamada Audiência Geral, nma Sala Paulo VI, no Vaticano, que diante do ‘vício da preguiça’, é preciso manter acesas ‘as brasas da fé’.

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A preguiça, segundo Francisco, é mais um efeito do que uma causa. A pessoa fica ociosa, indolente, apática. Com efeito, na raiz grega do termo acídia (preguiça) está a “falta de cuidado”. Trata-se de uma tentação muito perigosa, advertiu o Pontífice. Quem é vítima dela é como que esmagado pelo desejo de morte, se arrepende da passagem do tempo e até mesmo a relação com Deus torna-se enfadonha.

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O Papa Francisco passa por um guarda suíço ao chegar para a audiência geral semanal em 14 de fevereiro de 2024, na sala Paulo VI, no Vaticano. (Crédito: Andreas SOLARO/AFP) (Foto de ANDREAS SOLARO/AFP via Getty Images)

De acoredo com o pontífice, a preguiça também é definida como o “demônio do meio-dia”, pois desponta quando o cansaço está no auge e as horas a seguir parecem monótonas, impossíveis de viver. São características que lembram a depressão, pois para quem é dominado pela acédia a vida perde o sentido, “é um pouco como morrer antes da hora”, afirmou o papa, e seu efeito pode ser “contagioso”. Diante deste vício, os mestres espirituais oferecem vários remédios. Para Francisco, o mais importante é a paciência da fé, ou seja, a coragem de ficar e acolher no meu “aqui e agora” a presença de Deus.

Segundo Francisco, a preguiça não poupou nem mesmo os santos, mas eles ensinam a atravessar a noite com paciência, aceitando “a pobreza da fé”. Isso pode ser feito estabelecendo metas mais acessíveis, perseverar apoiando-se em Jesus, “que nunca nos abandona na tentação”. O Pontífice então concluiu: “A fé, atormentada pela prova da acídia, não perde o seu valor. Com efeito, é a verdadeira fé, a fé humaníssima, que apesar de tudo, apesar das trevas que a cegam, ainda crê humildemente. É aquela fé que permanece no coração, como permanecem as brasas sob a cinzas. Ficam sempre ali. E se alguém cair neste vício ou numa tentação de acídia, procure olhar para dentro e proteger as brasas da fé. E assim caminhamos em frente. Que o Senhor os abençoe.”

 

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