quinta-feira, maio 23, 2024
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Imagem de São Marcos está presente na Matriz há 61 anos

A imagem do padroeiro São Marcos, em tamanho natural, esculpidas em madeira pelo escultor italiano Carlos Crepaz, está presente desde 1963 na Igreja Matriz.

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De acordo com o livro de padre Carlos Furbetta, em de 1962 foi organizada uma campanha na cidade, para a nova grande imagem, em madeira.

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Com riqueza de detalhes, a escultura de São Marcos, parece que vai tomar vida, e medindo cerca de 2 metros de altura, e atualmente, se encontra na entrada do sacrário, na subida para o Presbitério, ao lado esquerdo.

Carlo Crepaz

Carlo Crepaz, nasceu em Ortisei, in Val Gardena – Dolomiti, extremo norte da Itália, em 06 de abril de 1919 e faleceu na mesma cidade, em 09 de setembro de 1992.

Filho de Giacomo Crepaz e Adelinda Sotriffer, o escultor, pintor e professor, viveu em Vitória por 33 anos (1951-1984).

Em 1931, concluiu o curso de Arte, na Escola de Belas Artes da cidade natal. Depois de se dedicar à escultura na Itália, onde expunha e recebia encomendas para obras públicas e privadas, decidiu transferir-se para o Brasil.

Em 1951 chegou a Vitória, passando a professor de esculturas obras Pavonianas, no Santuário de Santo Antônio. Entre 1961 e 1981, lecionou a disciplina de Modelagem e Escultura na antiga Escola de Belas Artes, em Vitória, que ajudou a fundar e depois, no Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo. Naturaliza-se cidadão brasileiro.

O artista tem destaque a figura humana, especialmente os bustos de pessoas ilustres, além de figuras de temática sacra e vultos históricos. Seu estilo manteve-se sempre preso aos padrões clássicos, não revelando nenhum apreço pelas simplificações, geometrizações e estilizações modernistas. A pintura foi atividade paralela, mas secundária na carreira do artista, comparada à escultura. Pelos serviços prestados, recebeu o título de cidadão vitoriense, em 1965.

Obras realizadas no Espírito Santo: “Índio Araribóia”, 1959 (bronze); “Pietá”; anjos e batistério, Convento da Penha (Vila Velha); “Nossa Senhora da Vitória”, (altar-mor da Catedral Metropolitana); Imagens de “D. Bosco”, “Cristo Crucificado”, “Nossa Senhora Auxiliadora” e busto do padre “Motti”, na capela do Colégio Salesiano; busto de “Rui Barbosa”, no Tribunal de Contas; busto do médico “Eurycledes de Jesus Zerbini”, na Praça Ubaldo Ramalhete; “Monumento ao Imigrante”, em Domingos Martins; “O Pescador”, na Assembléia Legislativa; “Monumento ao Cel Antenor Guimarães”, (1955); busto de Domingos Martins”, no Palácio Anchieta; busto do Dr. Ubaldo Ramalhete Maia, na praça de mesmo nome; busto de Homero Massena, no Centro de Arte da UFES, entre outras. No Rio de Janeiro: “Anoitecer “, acervo do Museu Nacional de Belas Artes. São Paulo: “Grupo de Imigrantes”, no Palácio do Café. Curitiba: “Cristo”. Na Europa: “Cristo”, 1936 (madeira), em Paris e Florença; “Papa Pio X”, 1946 (no Vaticano), entre outras.

*Agradecimentos aos historiadores Izabel Maria Piva e Rogério Frigério Piva

» Imagem chegou a Matriz São Marcos em 1963 e foi esculpida pelo italiano Carlos krepas, em tamanho real, que viveu em Vitória por 33 anos
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